QUÍMICA OU ROMANCE COM OS EUA?

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Por Ismar Roberto Becker

QUÍMICA OU ROMANCE COM EUA?

Dá para acreditar que um encontro de 39 segundos, seguido por um telefonema de 30 minutos, tenha transformado antipatia pessoal e ideológica em uma conversa entre amigos?

Vamos aos fatos, para cada um julgar, sem paixões ideológicas.

“É o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara”, disse o Aiatolá de Garanhuns sobre a possível vitória de Trump contra Kamala Harris. Após as eleições, declarou: “os que administram o Brasil estão fazendo as coisas erradas”. Desde 9 de julho, Trump elevou tarifas a 50%, cancelou vistos e aplicou a Lei Magnitsky a ministros do STF e familiares. Enquanto isso, o PR e seus assessores continuaram alimentando o conflito, e as exportações catarinenses para os EUA caíram 55%, principalmente de produtos industrializados.

Diz o ditado que jabuti não sobe em árvore — se está lá, alguém o colocou. Houve interferência externa na mudança de Trump, que deixou o (des)governo perdido. Uma hipótese: conversa de um dos irmãos açougueiros petralhas com Trump, lobby forte por gerar empregos nos EUA e ter ligação com o Aiatolá. Ao mesmo tempo, importadores americanos alertaram que as tarifas afetariam eleitores trumpistas.

No post Trump – Negociação ou Arapuca? ((https://www.linkedin.com/posts/ismar-becker-mentor-consultoria-conselheiro-ceramica-harvard-insead-gestao-mercadointernacional_ismarbecker-eua-onu-activity-7379470567898308608-C6vJ?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAARo_foBpfX5GE_-09VncWDfJ_1OyK0NtBc)) resumi as quatro etapas do processo de negociação de Trump, que é o contrário do ganha-ganha da escola de Harvard. São elas: criar uma crise; personalizar conflito; criar uma saída; declarar vitória.

A crise começou com o tarifaço, agravada pelas medidas contra ministros e pela caça às bruxas em torno de um ex-presidente. O conflito focou no Aiatolá, que aproveitou as trapalhadas de Dudu Bananinha e do neto do ditador. A solução surgiu com química na ONU e, diante da inércia do (des)governo, veio a iniciativa de um telefonema.

O chefe do Ministério da Verdade, presente na ligação, ainda tenta descobrir qual vitória oferecer a Trump — questão que pode definir a reeleição. Como o interlocutor americano escolhido por Trump, Marco Rubio, rejeita qualquer populismo latino, o preço dessa vitória pode ser alto.

O jogo só termina quando o juiz apita — e este ainda está longe do fim. Com o ego inflado, o Aiatolá tentará prolongar a partida para agradar a plateia (os eleitores). Trump, imprevisível, pode virar o jogo a qualquer momento. Enquanto isso, exportadores brasileiros seguem com prejuízos e demissões. O único derrotado que já pode sair de campo é o clã do Messias, descartado por Trump como bucha de canhão.

Qual a vitória que podemos dar para o Trump, sem comprometer o discurso eleitoral da soberania?

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