A inflação, a pobreza, o baixo crescimento e a concentração de renda são o resultado de boas ideias, mas aplicadas. Quer saber por quê?
Em tempos de crise, o mercado sozinho não resolve o problema. O Estado deve intervir, aumentando gastos públicos e reduzindo juros, para estimular a demanda agregada, reativar a produção e o emprego. O New Deal, que tirou os EUA da grande crise de 29, adotou essas medidas, bem antes de John Maynard Keynes publicar a Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda. A aplicação das propostas de Keynes, muitas vezes em doses exageradas, é o principal responsável pela miséria endêmica na região. Vamos ver como três das suas propostas não passam de falácias, baseadas nas crises autoinfligidas da América do Sul.
- Multiplicador mágico
Um real gasto geraria dois ou três reais de impacto no PIB, porque o real injetado circularia por várias mãos, gerando consumo e impostos. Em resumo, o Estado pode gerar riqueza gastando dinheiro que não tem em caixa.
Na economia real, não existe a geração espontânea de dinheiro do Estado. Ele só aparece no caixa após a cobrança de impostos, pela emissão de dívida, que depois tem que ser paga com juros, ou emitindo moeda, que gera inflação. Não é o Banco Central ou a Faria Lima que definem juros. É o mercado.
- Armadilha da liquidez
Quando o consumo/investimento está baixo, o Estado deve baixar os juros. Quando os juros baixos não estimulam o consumo, significa que os agentes econômicos (consumidores e investidores) estão pessimistas, por isto o Estado deve gastar mais, não importa onde.
O problema não é a falta de liquidez, para a maioria dos agentes econômicos. É a constatação de que poderão vir tempos difíceis pela frente. Juros artificialmente baixos criam um desalinhamento de preços relativos e investimentos sem retorno.
- Demanda agregada
Quando falta demanda (gasto ou investimento), o Estado deve aplicar uma política agressiva para estimulá-la.
Excesso de moeda no mercado cria uma demanda irreal, acima da capacidade de produção instalada, que leva ao aumento de preços, uma importação. Juros baixos levam a investimentos em projetos que não teriam retorno em uma situação normal. Na prática, isto só barriga os ajustes na economia, que virão com mais força depois.
O pior exemplo do Keynesianismo na América do Sul é a Argentina, que conseguiu sair da lista dos países mais ricos do planeta para um dos mais pobres. O segundo é o Brasil entre 2006 e 2016, onde (desgovernos) populistas conseguiram gerar a segunda maior recessão em um país que não está em guerra, o maior desemprego e a maior inflação desde o Plano Real.
Qualquer semelhança com o “Gasto é Vida”, não é coincidência. Estamos em pleno voo da galinha, que será abatida pelas falácias keynesianas.
Quanto tempo vai durar o voo da galinha desta vez?
Fonte: “Mises vs Keynes: El Debate Que Keynes Perdió y Los Gobiernos Ocultaron” – El Legado de Mises.
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