TURNAROUND NOS CONSELHOS

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Por Ismar Roberto Becker

“Não podemos resolver os problemas de amanhã com os conselhos de ontem”. Por que uma afirmação tão dura está mudando o papel dos conselheiros?

Quem levantou esta verdadeira provocação foi o Marcelo Murilo, em um excelente resumo do escopo do livro “The Future Of Boards”, sendo uma compilação de artigos publicados na Harvard Business Review.  Fiz uma leitura dinâmica do livro, que deve ser um verdadeiro livro de cabeceira para conselheiros.

Já comentei em outros posts como as mudanças nos cenários tecnológico e geoeconômico mundial estão obrigando Conselhos de Administração e Consultivos a se reinventarem. Entre outras consequências, isto significa que a carreira de conselheiro não é para complementar a aposentadoria. Isto fica bem claro em um dos pontos fundamentais do livro:

ESTRATÉGIA e RISCO

A mensagem fundamental é que os Conselheiros devem estar atentos para riscos excessivos, em termos de alavancagem financeira, por exemplo, mas também não ser um freio para a inovação, que pressupõe riscos e investimentos.

Este equilíbrio exige que o Conselho não seja complacente com planos utópicos, que não são incomuns em empreendedores, mas igualmente que saibam a hora de dar uma chacoalhada no barco, quando a turma do “nós sempre fizemos assim” não quer sair da zona de conforto.

Neste novo cenário, o conselheiro tem papel cada vez mais engajado na estratégia, que exige que conheça muito bem o negócio. Ao mesmo tempo, ele deve estar pronto para desafiar a gestão, ou pior, o fundador no caso de uma Empresa Familiar da primeira geração. Para quem conhece estes personagens sabe que isto é fazer trapézio sem rede, no caminho da porta de saída.

Até que ponto você está disposto a exercer um papel realmente estratégico e, se necessário, contestar uma decisão em um conselho?

Fonte: “The Future of Boards: Meeting the Governance Challenges of the Twenty‑First Century”, editado por Jay W. Lorsch.

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