TOLERÂNCIA NO BRASIL INTOLERANTE

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Por Ismar Roberto Becker

Nenhuma posição é absolutamente verdadeira. Por que a maioria dos brasileiros não acredita que só ele tem razão?

Os brasileiros estão inflamados, mistificados, agressivos, autoritários e, frequentemente, em posição de miséria conceitual. A frase não é minha. É de Francisco Bosco, em O Diálogo Possível. Fui buscá-la depois do verdadeiro massacre virtual que sofri após me atrever a escrever sobre o “Custo da Estupidez Brasileira” https://www.linkedin.com/posts/ismar-becker-mentor-consultoria-conselheiro-ceramica-harvard-insead-gestao-mercadointernacional_ismarbecker-liberdade-economia-activity-7362800661375201280-RupJ?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAARo_foBpfX5GE_-09VncWDfJ_1OyK0NtBc.

Como senti que coloquei o dedo em uma ferida, que dói nas duas tribos ideológicas (sic!) que dividem o país, mesmo correndo o risco de perder seguidores mais à direita, vou aprofundar um tema fundamental:

A Liberdade de Expressão deve ser ilimitada?

Uma das metades do Brasil diria que é preciso colocar um freio, de preferência nas mãos do STF, nas mídias sociais. A outra metade quer que o indivíduo fale ou escreva o que lhe der na telha, sem se preocupar com as consequências. Nenhum dos dois lados tem razão. Vamos ver por quê?

EVOLUÇÃO CONCEITO LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Como os defensores da submissão do indivíduo ao Estado, de direita e esquerda, precisam do controle de liberdade de expressão para controlar a sociedade, fui buscar em três liberais como a liberdade de expressão foi entendida:

– Tocqueville (1835) alertou para a ditadura da maioria, que poderia sufocar opiniões da minoria. Cada um pode falar o que quiser.

– Stuart Mill (1859) propôs o limite do “dano direto” ao direito alheio.

– Popper (1945) criou o conceito do Paradoxo da Tolerância, que diz que não se pode tolerar que os intolerantes usem a liberdade para destruir a liberdade dos tolerantes.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO BRASIL 2025

Usando os conceitos acima, no Brasil maniqueísta (nós x eles), é possível identificar.

Tocqueville: Dois grupos extremistas, que controlam a comunicação da esquerda e direita, tentam sufocar as minorias liberais, por exemplo, pela pressão social e cultural. Os dois (des) qualificativos mais comuns são neoliberais, para qualquer pensamento fora da tribo vermelha, “isentão”, para quem não reza a cartilha da tribo amarela.

Stuart Mill: Não temos mais debate, só repetição de slogans. Defender a democracia x implantar o comunismo.

Popper: Não podemos tolerar que os dois lados usem as liberdades da democracia para enfraquecê-la ou destruí-la. Um lado querendo enfraquecer o Legislativo e o Judiciário. Outro abuso das instituições do Estado para sufocar opositores.

Você já sofreu ataques por não concordar cegamente em um dos lados?

Fonte: “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos” – Karl Popper; “Diálogo Possível – Por uma Reconstrução do Debate Político Brasileiro” – Francisco Bosco.

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