GUERRA ECONÔMICA MUNDIAL

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Por Ismar Roberto Becker

Tanques e mísseis venciam guerras. Hoje, drones, sanções e tarifas são as armas. Como será o mundo quando a guerra do Trump contra a globalização terminar?

A primeira rodada da metralhadora tarifária de Trump está acabando. O México teve as menores perdas, Brasil e Índia as maiores. No primeiro caso, o presidente Scheinbaum está sabendo tourear Trump. A Índia foi punida por comprar muito da Rússia. O Brasil, pela ingenuidade eufemisticamente falando, do atual e do ex-presidente. A Índia tem uma boa chance de diminuir o impacto. A parte do Brasil que diz que tem cartas para o truco, vai nos condenar a ficar no topo da lista por muito tempo.

O jornalista hindu-americano Fareed Zakaria não projeta o fim da era da globalização, mas uma profunda mudança com as seguintes características:

– Retrocesso Globalização: não tem como acabar com a integração da economia mundial, mas ela será seriamente reduzida. O novo modelo pode ser chamado de “Slowbalization”, porque nos próximos anos o crescimento econômico será mais lento (slow). A política do mais forte, economicamente falando, vai ditar as regras.

– Estados Unidos: passarão dos grandes promotores da globalização, para e economia desenvolvida mais protecionista do planeta. No final do show de imposição de tarifas, as importações americanas deverão ficar entre 15 e 20%. Isto vai afetar a competitividade da economia americana, além de aumentar os custos para o cidadão comum.

– Liderança Global: os EUA continuarão sendo a maior potência mundial, mas seu poder será reduzido, com o aumento da influência da China e Europa. O “soft power” americano (cultural, econômico, ideológico) vai diminuir consideravelmente.

– Europa: terá que mudar seu modelo econômico, para não depender defender seu modelo econômico da inundação das exportações chinesas.

– China: pode aproveitar o recuo americano para ampliar sua influência, principalmente no chamado sul Global.

E O BRASIL?

Apesar do nosso papel fundamental na cadeia alimentar do planeta, Zakaria bem menciona o país. Talvez ele saiba que, até o final de 2026, um líder (sic!) com claros sinais de senilidade, egocentrismo e megalomania, não entenda nada do que está acontecendo no planeta.

O Brasil será um vassalo (capacho) da China, ou vai ocupar um espaço como uma potência média no novo modelo geoeconômico mundial?

Fonte: “The New Global Trade Wars, with Fareed Zakaria” – GZERO Media.

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