A situação pode ser resumida em uma de três frases. Quer saber por quê?
“Não tem nada tão ruim que não possa piorar; A esperança é a última que morre e Apesar de você, amanhã será outro dia”. Vamos detalhar cada cenário.
Trump não está somente impondo tarifas absrudas para as importações dos EUA. Ele está acabando com a geopolítica, onde as relações entre países eram influenciadas pelas características geográficas, recursos naturais, população. O nome do jogo agora é geoeconomia, onde o que vale é o dinheiro (o dólar).
Nas últimas semanas, União Europeia, Japão, Indonésia e Índia fecharam acordos com os EUA. No caso da Índia, a tinta das assinaturas do acordo ainda não tinha secado, quando Trump aplicou mais 25% de tarifas secundárias, devido às importações de petróleo da Rússia. Com os 50% aplicados para o Brasil, mais as exceções, Trump está focando em fechar com países mais importantes, na visão dele.
Dentro de algum tempo, o Brasil será a bola da vez. Importamos óleo diesel e fertilizantes da Rússia. O agro depende destes dois insumos. Até podemos comprá-los de outros países, mas pagando bem mais. Se isto não fosse suficiente, o Brasil estaria sendo investigado por prejudicar os interesses americanos em dois processos (Section 232 e 301), que podem aplicar ainda mais tarifas. Enquanto isto, o Aiatolá de Garanhuns, dia sim, outro também, fala contra o dólar, da democracia no Irã, China e Rússia. A resposta à primeira pergunta não é que seja pior. A chance de piorar é muito grande.
Pensando somente nos setores com tarifas de 50%, lamento dizer que não vejo solução no curto prazo. Trump resolveu pegar o Brasil como exemplo para pressionar os países menores, principalmente os que têm governos de esquerda. Ele quer vender a imagem de que defende a democracia. Quer também dar um basta para os BRICS. Não se importa com o que eles fazem no Oriente, mas não aceita que queiram contestar a liderança dos EUA nas Américas. Não terá pressa em negociar qualquer outra exclusão de produtos dos 50%. Vai deixar o Brasil sangrar, até o Aiatolá de Garanhuns admitir a derrota. Não estou defendendo isso, estou simplesmente dizendo o que ele quer. Isto foi só o bode colocado na sala, que será tirado como parte da negociação, assim que a popularidade do governo começar a cair.
Como será o amanhã? Todo mundo quer saber. Será que todos se esqueceram de que o amanhã não cabe a nós, se ele já está nas mãos de Deus? Esta estrofe da música “Como será o amanhã” é uma indicação do que muitos pensam ou torcem. Que Deus resolva nosso problema, mas Deus tem muitas outras coisas para resolver.
Os 70% dos brasileiros que não fazem parte de nenhuma tribo têm solução na ponta dos dedos nas próximas eleições. Temos que esquecer os Aiatolás ou os Messias, e eleger alguém que pense no Brasil de verdade.
Qual é a frase que você prefere?
Fonte: Painel BM&C com Paula Morais, Bruno Musa, Roberto Dumas e Walter Maciel.
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