Se você atua em posições executivas, com renda a partir de R$ 20 mil, pode estar pronto para ingressar em Conselhos Consultivos ou Deliberativos, com remunerações que ultrapassam R$ 60 mil por participação. Você recusaria uma proposta destas?
Recebi uma mensagem com a proposta acima de um dos cursos de formação de conselheiros. Me lembrou alguns modismos, como os cursos de coaching, de auditor de ISO e do ESG. Alguns até tinham boas intenções, mas prometiam utopias.
A primeira mentira na proposta acima é que conselheiros que ganham R$ 60 mil por reunião são uma esmagadora minoria, que fazem parte de uma das quatro categorias:
– Parentes ou puxa-sacos de donos de empresas familiares.
– “Cumpanheiros” da organização criminosa que comanda (sic!) o Brasil.
– Uma elite com alto QI (Quem indica) que são como manequins de vitrine de loja de roupa. Uma cantora provocante no conselho de um banco talvez seja o melhor (ou pior) exemplo.
– Executivos ou empreendedores, que aportam sua experiência, após entender a diferença entre o papel de “hands on” (fazedor) e “nose on” (orientador, mentor).
Eu fiz um excelente curso de conselheiro no Celint – Centro de Estudos em Liderança e Governança Integral. Não saí de lá, conselheiro, mas aprendi as ferramentas para me tornar um. O trabalho não terminou com o curso. Começou lá.
Alguns anos e entrevistas depois, estou atuando como conselheiro em uma média empresa familiar, além de estar em um processo de seleção em uma segunda. Posso garantir que a remuneração está quilometricamente longe dos R$ 60 mil, mas estou no caminho para uma carreira que decidi trilhar há uns cinco anos.
Não confunda a função de conselheiro com aposentadoria de luxo, para completar sua renda. Você não é conselheiro de nenhum curso. O trabalho começa quando o curso termina.
Você já caiu em um conto do vigário desses?
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