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Por Ismar Roberto Becker

UTOPIA GEOPOLÍTICA CARIOCA

“Fortalecer a cooperação do Sul Global para uma governança mais inclusiva e sustentável”. Este é o mote do encontro dos Brics. Em que grau de megalomania, você colocaria alguém que acredita que tem poder para decidir sobre isto?

Amanhã começa mais uma Cúpula dos Brics, desta vez nas lindas praias do Rio de Janeiro. Já começou com dois desfalques de peso, Xi Jinping e Putin. O último só pode sair da Rússia para ditaduras que não respeitam leis internacionais O primeiro deve estar com medo de sair da China, pois suas asinhas estão sendo cortadas pelo PCC. Com estes dois desfalques, os outros líderes (sic!) vão discutir, entre outros temas fundamentais para o futuro da humanidade:

  1. Governança da Inteligência Artificial

Aqui terão a palavra os experts em censura e controle de população: China, Rússia e Irã. O STF deve ser consultado em vista da recente decisão de regular as mídias sociais. A primeira-dama também vai defender as mulheres e crianças da esquerda. As de direita, serão banidas.

Para quem quiser experimentar como funcionará o “Small Language Model”, já que muitas palavras serão banidas, tente pesquisar algo sobre a Praça da Paz Celestial no DeepSeek.

  1. Reforma dos órgãos multilaterais de paz e segurança

Segundo o Aiatolá de Garanhuns, a ONU está no seu nível mais baixo desde sua fundação. Como não condenou as ações de Israel contra o Hamas, Hezbollah e o Irã? Para a ONU voltar a funcionar, os BRICS vão oferecer treinamento dos iranianos em financiar grupos terroristas. A Rússia em invadir países vizinhos, matar civis e sequestrar crianças. A China administra campos de concentração para minorias étnicas. A contribuição brasileira será o ‘nós contra eles’.

Uma pergunta que não quer calar: por que a China e a Rússia, com assento permanente na ONU, não deixam o Brasil entrar?

  1. Combate às mudanças climáticas

Neste tema, dois países têm experiência. Somados, China e Índia geram mais de 35% do CO₂ do planeta. Como o Brasil gera um pouco mais de 1%, vamos ceder nossa ministra da mentira, aquela que disse que 130 milhões de brasileiros passavam fome, para assessorar ambos os gigantes climáticos.

  1. Uso de Moedas nacionais no comércio entre membros

Este problema já está resolvido pelo Brasil. O Aiatolá, provavelmente com medo da reação de Trump, não fala mais em acabar com o dólar. Os exportadores brasileiros poderão exportar em Rublos, Yuans, Riales, e trocá-los por reais ou dólares no Banco Central. Outra pergunta que não quer calar: o que o BC fará com as moedas da Rússia, China e Irã, se estes países já disseram que não aceitarão suas moedas como forma de pagamento das importações?

“O presidente do Brasil está perdendo influência no exterior e é impopular em casa”. O que você incluiria no título do artigo da Economist?

Fonte: “Febeapá – Festival de Besteira que Assola o País” – Versão 13 – Sérgio Porto, revisão póstuma.

#ismarbecker #geopolitica #economia #ideologia #populismo #BRICS

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