“Os que sabem que podem governar os homens por meio da religião, ou da ideologia, não as ensinarão como libertadoras, mas como meio de sujeição”. Por que esta frase adaptada de Espinoza explica a guerra Irã x Israel?
Em 1979, eu estava exilado na Alemanha, estudando com colegas de mais de 30 países. Alguns eram iranianos, muitos muçulmanos. Quase todos festejaram a queda da monarquia opressora do Xá. Não sabiam que apoiavam uma teocracia mais opressora. Vamos ver o que aconteceu neste meio século.
O aiatolá Khomeini, fundador da República (sic!) Islâmica, estava exilado em Paris, paparicado pelos intelectuais esquerdistas como Sartre e Foucault. Tudo devido a acabar com o Ocidente imperialista. Nos 46 anos de um regime opressor, assassino e repressor de minorias, não ouvi de nenhum líder (sic!) esquerdista uma defesa do direito das mulheres e dos LGBTQIA+. Será que estes iranianos (as) têm os mesmos direitos dos americanos ou brasileiros.
No último encontro do G7, em Kananaskis, no Canadá, foi emitida uma nota confirmando o direito de Israel se defender e classificando o Irã como fonte de instabilidade e terrorismo na região.
O Aiatolá de Garanhuns, sempre fiel à religião marxista, que é uma nova versão do ópio do povo, declarou que nada justifica a morte indiscriminada de crianças e mulheres. Claro que ninguém discorda disto. A pergunta que não quer calar é porque as mulheres assassinadas por não cobrir a cabeça no Irã, as crianças assassinadas por Putin na Ucrânia, as minorias escravizadas por Xi na China, não recebem o mesmo tratamento.
Estas duas formas de domínio são irmãs siamesas. Ambas têm princípios inquestionáveis, que vêm de um Deus ou Líder. Um bom exemplo é a infalibilidade papal. Os indivíduos têm que se submeter ao grupo, sob o comando do líder. Nenhum tipo de crítica é aceito.
Em que nível de gravidade, de risco para um país, você colocaria as seguintes declarações?
“Israel não existirá nos próximos 25 anos”; “A eliminação de Israel não significa massacre de todos os judeus” – Aiatolá Khamenei, Líder Supremo do Irã.
Um criminoso psicopata semelhante escreveu isto em um livro, antes de matar 6 Milhões de judeus.
“As guerras começam quando se quer, mas não terminam quando se deseja”, nos ensinou Maquiavel. Israel infligiu perdas enormes ao regime iraniano. Vai continuar pelos próximos dias, ou semanas, mas aí terá consumido grande parte do seu arsenal. É difícil prever o fim desta guerra. Apostar na queda do regime iraniano é incerto, embora as ações de Israel tenham contato com o apoio local.
Os dois maiores riscos, que levariam a uma escalação global, seriam:
– Entrada direta dos EUA.
– Bloqueio do Estreito de Ormuz.
Com quais cenários você trabalha?
Fontes: “Philip Gordon: Iran, Israel and the Middle East in Tumult” – Foreign Affairs; “That’s Not Gonna Happen – Israel Aims to Destroy Iran’s Nuclear Program” – Good Fellows – Hoover Institution.
#ismarbecker #geopolitica #religião #Israel #Irã #Guerra



