POR QUE ESCOLHEMOS INCOMPETENTES?

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Por Ismar Roberto Becker

Os personagens da imagem deste post têm divergências ideológicas, mas chegaram ao poder pela mesma razão: a população precisa de LÍDERES INDIGNOS. Quer conhecer seu processo de seleção?

Antes que cancelem este post, explico que o conceito de líderes indignos, geralmente associados com incompetência, corrupção e populismo, não é minha, mas de três grandes pensadores: Baruch Espinosa, Friedrich Nietzsche e Hannah Arendt. Vamos a algumas das suas constatações, que valem para os personagens da imagem.

– ESPINOSA: ignorância e paixões tristes:

As religiões e tiranos necessitam de um povo ignorante. Um povo esclarecido não aceita tiranos, que criam medo, culpa e prometem um futuro melhor. Os tiranos exploram o ódio, a inveja, o medo. Promete proteger os seus (nós) contra os outros (eles). A multidão dos (nós) renúncia à razão, em nome da segurança.

– NIETZSCHE: moral dos escravos ou do rebanho

A obediência cega, a mediocridade, é o resultado de renunciar à liberdade e à racionalidade. Pertencer a uma tribo, seita ou rebanho garante a segurança. O líder que promete isto pode ser incompetente, corruPTo, sanguinário. Sou fraco e oprimido, e ele me protege dos fortes opressores.

– ARENT: origens do totalitarismo

Como reação a uma crise de poder, do excesso de burocracia e moral, renuncio a minha responsabilidade individual, não penso, não julgo. Sigo o líder, mesmo sabendo dos desmandos de todo tipo.

CUSTO DA LIBERDADE

A maioria das pessoas quer segurança, não liberdade. Tiranos corruPTos prometem respostas claras, um caminho seguro, um inimigo comum, uma identidade que me protege do mundo caótico.

Somos livres quando entendemos o mundo que nos cerca. Como isto não é fácil, delego o trabalho de pensar para quem diz ter as soluções, mesmo que para isto renuncie a minha liberdade. Não preciso pensar.

Uma frase de Arendt resume bem o que assistimos em muitas partes do planeta:

“O sujeito ideal para um regime totalitário não é o nazista convicto ou o comunista fanático, mas o homem para quem já não faz diferença entre fato e ficção, entre verdadeiro e falso.”

Quantos brasileiros renunciam à liberdade para serem protegidos por Aiatolás ou Messias?

Fontes: Pensamentos de Espinosa, Nietzsche, Hannah Arendt.

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