OS INIMIGOS DO CAPITALISMO TINHAM RAZÃO

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Por Ismar Roberto Becker

Desigualdade, inequalidade, mudança climática, guerras comerciais, desemprego. Estamos assistindo ao fim do capitalismo?

“A burguesia produz, antes de tudo, seus próprios coveiros. A sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis”. Como esta previsão de Marx e Engels, no Manifesto Comunista, de 1864, não aconteceu, podemos fazer um balanço dos avanços e recuos do Capitalismo. Foi isto que John Cassidy fez no recém-lançado Capitalism and Its Critics.

Talvez a maior vantagem do capitalismo é ser um sistema aberto, sujeito a críticas que foram responsáveis pela evolução do capitalismo mercantilista monopolista do século XVIII, passando pelo Capitalista Industrial, século XIX, pelo Estado de bem-estar, pela crise de 1929, pela globalização do neoliberalismo, até a volta ao mercantilismo com Trump.

Cassidy contou esta história, de mais de 250 anos, pela visão de alguns dos grandes críticos. Começou com a Companhia Inglesa das Índias Orientais (1.600), mas focou a partir da Revolução Industrial, quando máquinas substituíram artesãos.

Depois surgiram duas correntes de críticos. Os que queriam acabar com o sistema (Marx, Engels, Rosa de Luxemburgo) com suas teorias do materialismo histórico, que levaria ao Comunismo, com o custo de milhões de mortos, que os órfãos da URSS continuam negando.

A outra corrente, bem mais numerosa, inclui Adam Smith, Keynes e Thomas Piketty, apontou falhas e ajustes. A incorporação de muitos ajustes tirou 90% das pessoas da miséria.

– Adam Smith (1723-1790), escocês, criticou os monopólios e a interferência excessiva do Estado.

– William Thomson (1775-1833), irlandês, um dos pioneiros do socialismo utópico e do movimento cooperativista. Criticou a exploração dos trabalhadores. Defendeu o utilitarismo e a igualdade de gênero.

– Robert Owen (1771-1858), escocês, defendeu o cooperativismo, a redução da jornada de trabalho, a educação infantil, creches no local de trabalho, moradias decentes.

– Thorstein Veblen (1857-1929), norueguês, nem marxista, nem socialista. Criticou a elite capitalista por viver de renda e consumo exagerado.

– John Keynes (1883-1946), inglês, acreditava na economia de mercado, com intervenção moderada e racional do Estado. Queria salvar o capitalismo dele mesmo.

– William Beveridge (1879–1963), inglês, pai do Estado de Bem-estar Social no Reino Unido. Nomeou cinco gigantes a combater: miséria, doença, ignorância, insalubridade e desemprego.

 

– Karl Polanyi (1886-1964), austro-húngaro, criou o conceito do duplo movimento, entre o mercado livre e a proteção do Estado.

 

Cassidy mostra que o capitalismo se reinventou, ajustando-se às novas realidades.

 

Churchill estava certo quando disse que o capitalismo era o pior dos sistemas, mas melhor do que os outros testados?

 

Fonte: Capitalism and Its Critics, John Cassidy.

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