Tudo tem começo, meio e fim, até o reinado de imperadores longevos. Curioso com o fim de alguns é semelhante. Quer ver como estamos próximos do fim de um modelo político no Brasil?
Estamos assistindo à decadência do (des) governo do Imperador Luiz XIII, também conhecido como Demiurgo de Garanhuns, O processo tem muita semelhança com o que levou ao fim do ciclo político do Segundo Império com a Proclamação da República. Vamos ver como a história está se repetindo como uma grande farsa.
DECADÊNCIA IMPÉRIO
- Fim do ciclo político: D. Pedro II era respeitado pela cultura e moderação, mas estava velho e não tinha mais disposição para o dia a dia da gestão e da política. Nos últimos anos de reinado, passou mais de dois anos viajando pelo mundo.
- Perda do apoio elites: os militares, que acabaram tirando ele, voltaram da Guerra do Paraguai com muita força. Os cafeicultores, agro da época, se revoltaram por não receber indenização pelos escravos libertos.
- Sucessão: a Princesa Isabel e, principalmente, seu marido, o Conde d’EU, foram perdendo popularidade. Ela não era vista como a sucessora do pai.
- Fim do Regime: o modelo de revezamento e, algumas vezes, coligação, entre os Liberais e os Conservadores, retarda a modernização do país.
- Salvador da Pátria: D. Pedro não era mais visto como o garantidor da união e da estabilidade do país. Suas longas viagens internacionais, em uma com mais de 200 assessores, precipitou o fim do Império.
DECADÊNCIA MODELO DEMIÚRGICO
A figura do Demiurgo de Garanhuns, reformador do mundo imperfeito e injusto, que se julga um deus supremo, está seguindo a lógica de D. Pedro II. Podemos resumir a situação com uma frase do Deus da esquerda: “Tudo o que é sólido se Desmancha no ar”. As semelhanças com o fim do Império não são coincidências:
O Demiurgo está velho, cansado, sem paciência para o dia a dia da política. A oposição controla o Parlamento, vetando projetos do Executivo, abocanhando fatias crescentes do orçamento. Além da rejeição do agro, perdeu o apoio dos liberais sociais e da Faria Lima, sendo a diferença na última eleição. Não tem sucessor, até porque nunca permitiu algum crescer. Não entende o surgimento dos pequenos empreendedores. O discurso de que é o garantidor da democracia tem cada vez menos apelo, especialmente em uma eleição sem o Messias. As constantes e opulentas viagens internacionais, recheadas de declarações contraditórias, encontros dos ditadores sanguinários e corruPTos notórios, desgastam sua imagem de pai dos pobres. Last but not the least: o papel destacado da primeira-dama esbanja, incomoda cada vez mais os poucos aliados.
Quando, e quem, vai proclamar a nova República?
Fonte: “Brasil: uma biografia” – Lilian M. Schwarz e Heloisa M. Starling.
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