O MUNDO DE PONTA CABEÇA

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Por Ismar Roberto Becker

Com exceção da pandemia, estamos passando o período de maior incerteza das últimas décadas. Vamos ver a situação em três países?

ALEMANHA

Um dos países mais previsíveis do planeta, após eleições antecipadas, assumiu um novo governo chefiado pelo líder do partido de centro-direita (CDU/CSU), que teve 28% dos votos. Como não quis fazer uma coligação com o partido da extrema-direita (AfD”), que teve 20%, deu os anéis e uns dedos para o partido que era de centro-esquerda (SPD), que foi o grande derrotado nas últimas eleições.

Antes mesmo do acordo de coalizão, deu um calote eleitoral, descumprindo quase tudo o que prometeu. Antes de assumir, os xiitas do SPD começaram a questionar que a política do “Ausgeben is Leben” (Gasto é Vida) era tímida, e tinha que ser turbinada para “Sehr viel Ausgeben is Leben (Gastar muito é Vida).

O resultado foi um colapso de popularidade, depois de duas semanas de governo. A aprovação do primeiro-ministro está pior do que a do último governo, considerado o pior do pós-guerra. Só 23% dos alemães aprovam o governo.

Na primeira pesquisa, o CDU/SPD perderia 1/3 dos votos que teve há alguns meses. O AfD cresceria 50%, ultrapassando CDU/CSU. A dúvida é em quanto tempo o governo cai. Em uma nova eleição, será quase impossível governar sem a extrema-direita.

PORTUGAL

Três eleições nacionais nos últimos três anos. Como nenhum partido conseguiu a maioria, em nenhuma delas, as coligações foram muito frágeis. Uma delas, de esquerda, caiu por escândalos de corrupção.

Nas eleições da semana passada, os partidos de centro-direita fizeram 38,2%, e o Chega, de extrema-direita 22,6%, foi a sensação da eleição. Provavelmente será formado um governo minoritário, que durará pouco tempo. Como na Alemanha, isto deve empurrar mais eleitores para a extrema-direita.

BRASIL

O título de um livro da Stanislaw Ponte Preta resume o desempenho: Festival de Besteira que Assola o País. Transformar o orçamento em um saco sem fundo de bondades já é um filme velho. Abrir a porteira para sindicatos aliados roubarem velhinhos foi uma novidade, já que roubaram diretamente do bolso do povo, não do Estado.

Uma das inovações é o protagonismo da primeira-dama, que não passa uma semana sem pisar em um jacá, aqui, ou nos seus passeios no exterior. O “crème de la crème” foi a revogação das leis da cartografia propostas por Gerardus Mercator em 1569. A ideia revolucionária veio de Marcio Pochmann, “um dos grandes intelectuais do país”, segundo o Aiatolá, que apresentou um Mapa Mundi Invertido, com o Brasil no centro e o Sul no topo.

Qual será a próxima besteira?

Fonte: Febeapá – Festival de Besteira que assola o País.

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