JUROS, PREÇO DA IRRACIONALIDADE
Os brasileiros trabalham para pagar juros absurdos para rentistas que não fazem nada. Quer saber por que esta é a mentira predileta da esquerda?
Aviso aos leitores: este texto contém conceitos fortes que podem causar efeitos colaterais para aqueles que sofrem do mal do DESCONTO HIPERBÓLICO. A maioria continuará negando a realidade, alguns podem acordar para a realidade. Espero que meu amigo Daniel Branco seja um que desperte da longa noite de negação da teoria dos juros, e pare de quebrar o termômetro por culpá-lo pela febre.
Juros são o preço do tempo. Quanto mais valorizamos o presente, mais juros pagamos. Esta é uma das lições de Eduardo Giannetti, no O Valor do Amanhã, com cujo conceito começo a reflexão. Apertem os cintos, vamos decolar.
Juros e tempo andam juntos. Muitos valorizam o presente em detrimento do futuro, que Giannetti chama de Preferência Intertemporal. Outra definição é o Desconto Hiperbólico, que supervaloriza recompensas imediatas em vez de um futuro distante e incerto. O oposto econômico é o Desconto Exponencial, que investe para o futuro.
Estes conceitos explicam a irresponsabilidade de gastar o que não tem. Como nem a esquerda acredita na utopia que vende, é compreensível emprestar dinheiro a qualquer preço (juros), e depois reclamar da conta. A ideia, desde o princípio, é não pagar, por isto as propostas de auditoria da dívida, redução forçada dos juros, culpar rentistas.
Excluindo os terraplanistas econômicos, como os que defendem a Teoria Monetária Moderna (dívida não se paga), a taxa de juros é estabelecida pelo mercado baseado em parâmetros como:
– Inflação real e tendência de evolução.
– Risco calote.
– Oferta de crédito.
– Taxa de juros internacional, principalmente dólar.
– Tamanho e tendência da dívida.
– Política fiscal do governo.
– Expectativa dos agentes econômicos.
Na última reunião do COPOM, os nove membros, sete indicados pelo governo, votaram por um aumento de 0,5%, elevando a Selic para 14,75%. As justificativas foram:
– Inflação persistente acima da meta.
– Ambiente externo adverso e incerto.
– Política Fiscal expansionista.
– Atividade econômica e mercado de trabalho resilientes.
– Expectativa de inflação descorada.
Excluindo o segundo fator, todos os outros são consequência da dependência do Desconto Hiperbólico do governo. Este modelo se repete na Turquia, Rússia, África do Sul e Colômbia, cujos líderes desprezam o bom senso econômico.
Do outro lado, na moeda, a taxa de juros real (descontada a inflação) da Argentina é de 3,92%, enquanto a nossa é de 8,65%. A causa dos juros estratosféricos que temos e teremos pelos próximos dois anos é a irresponsabilidade, a incapacidade e a desonestidade intelectual deste governo, enquanto na Argentina a racionalidade econômica voltou.
Alguém tem alguma dúvida do nome, alcunha e sobrenome do responsável pelos altos juros?
Fonte: O Valor do Amanhã, Eduardo Giannetti.
#ismarbecker #economia #juros #emprego



