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Por Ismar Roberto Becker

JUROS, PREÇO DA IRRACIONALIDADE

Os brasileiros trabalham para pagar juros absurdos para rentistas que não fazem nada. Quer saber por que esta é a mentira predileta da esquerda?

Aviso aos leitores: este texto contém conceitos fortes que podem causar efeitos colaterais para aqueles que sofrem do mal do DESCONTO HIPERBÓLICO. A maioria continuará negando a realidade, alguns podem acordar para a realidade. Espero que meu amigo Daniel Branco seja um que desperte da longa noite de negação da teoria dos juros, e pare de quebrar o termômetro por culpá-lo pela febre.

Juros são o preço do tempo. Quanto mais valorizamos o presente, mais juros pagamos. Esta é uma das lições de Eduardo Giannetti, no O Valor do Amanhã, com cujo conceito começo a reflexão. Apertem os cintos, vamos decolar.

Juros e tempo andam juntos. Muitos valorizam o presente em detrimento do futuro, que Giannetti chama de Preferência Intertemporal. Outra definição é o Desconto Hiperbólico, que supervaloriza recompensas imediatas em vez de um futuro distante e incerto. O oposto econômico é o Desconto Exponencial, que investe para o futuro.

Estes conceitos explicam a irresponsabilidade de gastar o que não tem. Como nem a esquerda acredita na utopia que vende, é compreensível emprestar dinheiro a qualquer preço (juros), e depois reclamar da conta. A ideia, desde o princípio, é não pagar, por isto as propostas de auditoria da dívida, redução forçada dos juros, culpar rentistas.

Excluindo os terraplanistas econômicos, como os que defendem a Teoria Monetária Moderna (dívida não se paga), a taxa de juros é estabelecida pelo mercado baseado em parâmetros como:

– Inflação real e tendência de evolução.

– Risco calote.

– Oferta de crédito.

– Taxa de juros internacional, principalmente dólar.

– Tamanho e tendência da dívida.

– Política fiscal do governo.

– Expectativa dos agentes econômicos.

Na última reunião do COPOM, os nove membros, sete indicados pelo governo, votaram por um aumento de 0,5%, elevando a Selic para 14,75%. As justificativas foram:

– Inflação persistente acima da meta.

– Ambiente externo adverso e incerto.

– Política Fiscal expansionista.

– Atividade econômica e mercado de trabalho resilientes.

– Expectativa de inflação descorada.

Excluindo o segundo fator, todos os outros são consequência da dependência do Desconto Hiperbólico do governo. Este modelo se repete na Turquia, Rússia, África do Sul e Colômbia, cujos líderes desprezam o bom senso econômico.

Do outro lado, na moeda, a taxa de juros real (descontada a inflação) da Argentina é de 3,92%, enquanto a nossa é de 8,65%. A causa dos juros estratosféricos que temos e teremos pelos próximos dois anos é a irresponsabilidade, a incapacidade e a desonestidade intelectual deste governo, enquanto na Argentina a racionalidade econômica voltou.

Alguém tem alguma dúvida do nome, alcunha e sobrenome do responsável pelos altos juros?

Fonte: O Valor do Amanhã, Eduardo Giannetti.

#ismarbecker #economia #juros #emprego

 

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