ASCENSÃO E QUEDA DO IMPÉRIO CLEPTOCRATA

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Por Ismar Roberto Becker

“A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. Esta frase do papa da esquerda é o melhor resumo da falência moral do Brasil. Quer viajar na história comigo, para melhor entender o Brasil?

TENTAÇÃO DE DIOCLECIANO

Por mais de 20 anos, Diocleciano foi imperador de Roma. Ficou famoso depois do desastre causado pelas tentativas radicais de controlar a economia e a sociedade. Seguindo a lógica da frase de Marx, encontramos semelhanças entre as tentações de Diocleciano e as do Imperador de Garanhuns.

  1. Fixar preços e salários: o Édito Máximo dos Preços tentou tabelar mais de 1.000 produtos e serviços. Foi um fracasso total, mas pelo menos tinha a lógica de tentar congelar os salários dos médicos, professores e operários. Quem não respeitasse podia ser condenado à pena de morte. Não encontrei informações se incluía os salários dos senadores e juízes.

 

  1. Controle da produção e profissões: os filhos teriam que seguir a profissão dos pais. Os agricultores não poderiam sair das suas terras. Talvez tenham criado uma espécie de sistema S, para garantir o treinamento dos jovens mancebos.

 

  1. Centralização Política e Administrativa: turbinou a burocracia estatal, com salários dos barnabés fora do congelamento. Criou uma tetrarquia, com quatro governantes, porque não acreditava que ninguém antes no Império Romano havia feito tanto quanto ele. Sua esposa foi nomeada Augusta Imperatriz Consorte. Não há registros exatos das suas funções, das suas despesas, nem de que tenha precedido o marido em viagens internacionais.

TENTAÇÃO DE LULIANO

  1. Tabelamento de preços: não chegou a mandar o exército buscar bois no pasto, mas disse que encontraria os safados que estavam escondendo os ovos. Nas estatais, manipula preços de combustíveis, eletricidade, concede créditos subsidiados para os amigos do imperador.  No período da Vandilma esta prática foi denominada Nova Matriz Econômica.
  2. Controle profissões: não tem tido muito sucesso neste campo. A tentativa de formalizar os motoboys, criando um sindicato, não colou. A tungada nos aposentados, com o conhecimento do ex-ministro e do seu sucessor, não é um atrativo para entrar no modelo sindical.
  3. Centralização política e administrativa: vivemos uma tetrarquia. Ele exerce um papel midiático, prejudicado pelas influências etílicas e etárias. Outros dois, presidentes do legislativo, se encarregam de distribuir verbas. O supremo consegue mover o polegar para cima ou para baixo.

VALE A PENA VER DE NOVO?

Como consequência das intervenções na economia e na política, Diocleciano sentiu que seria afastado. Como o impeachment na época era cortar a cabeça do imperador, ele preferiu renunciar, mudando para um triplex que a imperatriz comprou em uma praia, com dinheiro de uma empreiteira que construiu um aqueduto.

Será que as similaridades entre Roma do século III e o Brasil Luliano são coincidências?

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