FIM DO SALÁRIO MÍNIMO 

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Por Ismar Roberto Becker

Armínio Fraga propôs congelar o salário-mínimo por seis anos. O governo progressista, que precisa de dinheiro para campanha, decidiu acabar com o salário mínimo. Quer saber por que é criminosa a decisão do governo?

As duas mensagens acima são mentiras. Armínio Fraga não propôs congelar o SM. O governo não vai acabar com um salário que deve “ser capaz de atender às necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família, com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”, segundo o artigo do Dicionário de Sonhos. Ele só fez vista grossa para a tungada que sindicatos, um no qual o primeiro-irmão é vice-presidente, deram nos aposentados.

A Associação Brasileira dos Economistas pela Democracia (ABED), com estrelas como Belluzzo e Pochmann, emitiu uma nota de repúdio, classificando a sugestão como “elitista, cruel e inaceitável”. Toda a grande mídia repetiu a mentira, por não completar a proposta do Armínio. Ele propôs CONGELAMENTO EM TERMOS REIAS, ou seja, acima da inflação. Claro que o esquecimento, do “em termos reais”, não foi obra do acaso.

Quando foi instituído pelo pai dos pobres (Getúlio Vargas), o objetivo do SM foi estabelecer um piso mínimo para o trabalhador. Não foi criado um indexador que serve para aumentar, entre outros, aposentadorias, benefício de prestação Continuada, Abono Salarial, PIS/PASEP, muitos salários do setor público. O custo desta benevolência com dinheiro dos outros é de 370 a 400 milhões de reais, para cada 1 real de aumento.

Como não tem nada tão ruim que não possa piorar, o Aiatolá, implantou uma política de aumento acima da inflação (reajuste com base no INPC + crescimento do PIB de 2 anos antes). Com isto, o aumento real do SM, que é justo, beneficia, entre outros, o Bolsa Família, o piso da enfermagem e dos professores, despesas obrigatórias com saúde e educação. O resultado, como comentei em um dos meus últimos artigos, é que, em 2027, toda a arrecadação irá para despesas obrigatórias.

Na entrevista que deu no Brasil Day, na Harvard, nos EUA, Armínio mostrou não só que o crescimento das despesas obrigatórias vai paralisar o governo, mas a necessidade de gerar uma economia de uns 5% do PIB, que seria atingida com as ações:

– Correção do SM, apenas pela inflação.

– Redução das renúncias fiscais (isenções, subsídios etc).

– Fim ou, pelo menos, redução das pejotizações, que faz com que ricos paguem pouquíssimo imposto.

O esquecimento de parte da proposta do Armínio para o SM (reajustar só pela inflação), que afeta os mais pobres, e das duas outras, que afetam os ricos, comprova que a grande imprensa, é aliada aos terraplanistas econômicos, que afundaram o Brasil em 2014/15, e querem dobrar a meta antes de 2027.

Já passou da hora de encarar a realidade de que o Brasil entende que não pode só diminuir e dividir. Temos que somar e multiplicar, coisa que nenhum governo faz.

Você conhecia o impacto de mais este populismo fiscal?

#ismarbecker #economia #juros #emprego #inflação #populismo

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