CACHORRO VELHO APRENDE TRUQUE NOVO?

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Por Ismar Roberto Becker

Nossas decisões pessoais e profissionais seguem roteiros (modelos mentais) sendo parte da nossa identidade. Podemos sair da ditadura destes modelos?

Modelos mentais são importantes para nossas atividades rotineiras, elas evitam que tenhamos que pensar no que fazer em cada ação que tomamos. Imagine uma empresa em que todos chegassem pela manhã sem saber o que fazer. O problema é quando eles definem, e limitam, nossa vida, nosso trabalho, nosso negócio. Conhecer e, às vezes, quebrar estes modelos são fundamentais para nossa evolução.

A neurocientista Anne-Laure Cunnff definiu os três modelos que seguimos, com uma tradução adaptada.

  1. CONTINUIDADE

O futuro será uma continuidade do passado. Esta é a característica fundamental de quem segue este modelo mental. As narrativas são sempre as mesmas, qualquer tentativa de mudança enfrenta resistência. Não querem sair da zona de conforto.

“Sempre fizemos assim”, é sua frase preferida.

  1. CONTE COMIGO

Está sempre disposto a seguir os outros, a ajudar e realizar tarefas. Algumas vezes fazem isto só para agradar aos outros. É um modelo comum nas empresas familiares, quando o fundador está no comando. A lealdade é quase cega.

“O que esperam de mim?”, é a dúvida recorrente.

  1. VISIONÁRIO

É um eterno insatisfeito com a rotina, precisa de desafios, acredita que tem que mudar o mundo ou, pelo menos, algumas coisas ao seu redor.

“Preciso de um propósito”, é a afirmação permanente.

Todos os três modelos têm vantagens e desvantagens. Será que, como o cachorro velho, não podemos aprender a minimizar as desvantagens e potencializar as vantagens?

Vejamos o que a Anne-Laure nos diz.

POR QUÊ?

O primeiro passo para qualquer mudança é entender as causas por que adotamos um dos modelos. Foi uma expectativa (leia-se pressão) da família, influência da cultura (meio) ou por seguir modelos ultrapassados?

PASSO A PASSO

Mudanças são difíceis, principalmente mudanças radicais. Quanto maior a mudança, maior será nossa resistência a ela. A alternativa é começar com pequenas mudanças, aprender com os erros e seguir em frente.  Isto tudo, é claro, se você estiver insatisfeito com o modelo mental que segue. Caso esteja, siga em frente, sem se preocupar com os outros, mas sem se medir pelos resultados dos outros.

Qual é seu modelo mental preponderante?

Fonte: “The 3 Congnitite Scripts that Subtly Rules our Lives” – Anne-Laure Cunnff – Smart Skills – Big Think.

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