Um tem medo de sair, outro de entrar. Eis a questão a ser respondida por quem sai do poder (sucedido) e o que entra (sucessor). Vamos ver como ajudá-los a tomar uma decisão?
Já li muitos materiais sobre sucessão em empresas familiares. Já li e recomendei o romance ‘Os Buddenbrook’, de Thomas Mann, contando a saga da família pobre, nobre e pobre, em três gerações. Foi uma agradável surpresa receber a indicação do livro “O Devir”, de Roberto Tranjan, que conta o dilema do Joca suceder o pai, Doutor Xavier. Vamos ver algumas das lições do livro.
- DEVER ou DEVIR
Ninguém tem a obrigação (dever) de suceder o pai, ou tio, ou avô, no negócio da família, porque a família quer. Somente se o candidato a herdeiro entender que ele pode ser parte de um processo de transformação na empresa (devir), ele deve entrar. Esta palavra, que eu não conhecia, vem do Latim e significa “vir a ser”.
Isto me lembro de uma lição do mestre Renato Bernhoeft, de que não sucedem alguém, porque não somos, nem faremos, o que ele fez. Teremos que dar a nossa contribuição, construindo sobre o legado que recebemos.
- HERANÇA e LEGADO
Herança você recebe. No Brasil, por exigência legal. Legado é ajustar o negócio para os novos desafios, que diferem dos que o fundador teve. Foi por isso que decidi sair da empresa familiar onde trabalhava. Sabia que os outros herdeiros acreditavam que bastava fazer mais do mesmo.
- MENTORES
Puxar um pouco a brasa para minha sardinha, a participação de alguém de fora é fundamental. A relação pai/filho, ou tio/sobrinho, tem sempre uma forte carga emocional, além da diferença geracional. O mentor não vai dizer para os dois qual o caminho, mas pode ajudar a enxergar melhor os caminhos possíveis.
Que outros dilemas você acredita que o Joca deve resolver?
Fonte: “O Devir” – Roberto Tranjan.
#ismarbecker #motivação #oportunidades #empreendedorismo #sucessão



