CHINA É O INIMIGO

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Por Ismar Roberto Becker

“Os fortes fazem o que podem. Os fracos sofrem o que devem”. Esta é a definição da estratégia que a China e a Rússia adotam com seus vizinhos. Agora os EUA entraram no jogo. Vamos ver o que pode acontecer?

Gostando de Trump ou não, temos que admitir uma coisa: ele acabou com a monotonia no mundo. Existem duas opiniões divergentes sobre o comportamento errático dele:

  1. Estratégia: ele teria um plano estratégico, baseado nas Forças e Fraquezas, Oportunidades e Riscos bem definidos. As constantes mudanças de rumo seriam uma forma de confundir os outros.
  2. Impulsividade: ele seria simplesmente um narcisista exacerbado, que não sabe o que está fazendo.

Penso que é uma combinação dos dois cenários, com uma ênfase na primeira teoria, conforme acredita o historiador Niall Ferguson. Seguindo os fatores da matriz SWOT:

FRAQUEZAS

– Os EUA não têm capacidade econômica e militar para continuar sendo a polícia do planeta.

– Os gastos com juros da dívida, já são maiores do que os gastos de Defesa. Nenhuma potência aguentou isso.

– A transferência da produção para outros países, principalmente China, tornou os EUA vulneráveis.

– Burocratização/regulamentação do Estado Americano, desde o Roosevelt.

FORÇAS

– Espírito animal do empreendedor americano.

– Dólar como moeda de reserva.

– Poderio Militar, orçamento de defesa é maior do que o resto do planeta.

RISCOS

– Envolver-se em três fronts simultâneos: guerra Ucrânia/proteção Europa; conflitos Oriente Médio, especialmente Irã; ameaça China, com invasão Taiwan.

OPORTUNIDADES

– Transferir grande parte do custo da OTAN para os europeus.

– Negociar o fim da Guerra na Ucrânia.

– Enfraquecer as relações Rússia/China, como Nixon e Kissinger fizeram com a URSS e China.

– Limitar ambições globais da China, especialmente do Oriente.

E A UCRÂNIA?

Não tem importância no tabuleiro de xadrez dos EUA. Pode ser sacrificado como um peão, para preservar o rei.

Ferguson enxerga dois cenários para o fim e pós-guerra, como em duas guerras onde os EUA lutaram, com milhares de soldados mortos.

CORÉIA: até hoje, existe um cessar-fogo. Os EUA obrigaram a Coreia do Sul a aceitar a divisão do país, garantindo a proteção contra o Norte. O país investiu em educação, tornando-se uma das potências econômicas mundiais e grande aliado dos EUA.

VIETNÃ: depois de um acordo de paz, os vietcongs ocuparam o Vietnã do Sul, unificando o país, que continua comunista na política, mas liberou a economia. Antigos inimigos, os EUA e o Vietnã têm hoje uma boa relação. Alguém aposta qual o cenário para o fim da Guerra na Ucrânia?

Como o Trump e sua equipe estão ocupados com desafios mais importantes, nós estamos abaixo da linha do radar, além de termos um déficit comercial.

Qual é o seu cenário mundial para os próximos anos?

Fonte: “Conflict: Niall Ferguson on Ukraine, Taiwan and Words with VP Vance” – Hoover Institution; “Putin spielt mit Trump – und wer rettet jetzt die Ukraine?” – ZDF Nachrichten.

becker #geopolitica #Russia #China #Europa

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