O liberalismo fez o mundo moderno, mas o mundo moderno está se voltando contra o liberalismo. Quer saber por quê?
- CONFLITO: a sociedade é um lugar de conflito e deve continuar assim. No ambiente político correto, gera competição e um debate frutífero.
- DINAMISMO: a sociedade é dinâmica, pode melhorar, e nós, liberais, devemos trabalhar para concretizar este dinamismo.
- PODER: desconfiamos do poder, especialmente do poder absoluto.
- DIREITOS: apesar de todo o poder, defendemos o respeito ao indivíduo, com seus inalienáveis direitos pessoais, políticos e de propriedade.
Nos últimos 200 anos, a expectativa de vida passou de 30 para acima de 70 anos. A pobreza extrema caiu de 80% para 8%, mesmo que a população tenha passado de 1,2 para 8,5 bilhões, dos quais mais de 80% são alfabetizados. Direitos civis, estado de direito, direito de viver onde é, com quem, são as regras nas democracias. Todas as experiências fascistas, marxistas e autoritárias falharam ou irão falhar.
Nós, liberais, praticamos a Destruição Criativa, mesmo que o termo tenha sido cunhado por Schumpeter só em 1942. Como somos falhos, diferentemente dos iluminados com suas visões utópicas, tivemos que fazer correções ao longo da história. Isto só é possível porque defendemos a liberdade de expressão.
Já faz algum tempo que o modelo liberal está sendo distorcido. Não falo do Brasil, onde liberal é sinônimo de fascista, como parte do projeto maniqueísta (nós x eles) deflagrado pelo partido no poder.
As tímidas tentativas liberais no Brasil tiveram vida curta, embora com grandes resultados, que logo foram desfeitos. Temos inimigos dos dois lados. Da direita elites que se apossaram do Estado, vivendo de favores, subsídios, isenções de impostos. Da esquerda, que querem acabar este modelo, mas só substituindo os atores.
Uma agenda liberal, com uma Reforma Administrativa, privatização radical, corte drástico de subsídios, calibragem nas transferências de renda, compromisso com disciplina fiscal, reduziria os juros, incentivaria investimentos, que levariam a um crescimento sustentável.
Não acreditamos em revoluções que propõem destruir tudo, para construir um mundo melhor, com utópicas verdades universais. Também não defendemos a preservação do status quo dos que um dia lideraram mudanças.
Nossa luta por um mundo melhor para todos continua sabendo que estamos em “Uma competição severa entre a inteligência, que avança, e uma ignorância indigna e tímida, que obstrui nosso progresso”. Esta frase está na revista The Economist. Com exceção das menções ao Brasil, o restante do texto é uma tradução livre, e adaptada, da edição dos 175 anos da revista, em 2018.
Você acredita que o liberalismo está morrendo ou se reinventando?
Fonte: The Economist, Our 175th anniversary edition 1843 – 2018. September 15th. Liberalismo: A Luta por Uma Tradição – Edmund Fawcett.
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