Há mais de 10 anos que escrevo regularmente. Quer saber o que ganho?
Os fins justificam os meios, como disse Maquiavel, ou os meios justificam os fins? Em outras palavras, vale tudo para atingir um objetivo, ou o processo é tão importante quanto o resultado desejado?
Quando alguém me pergunta por que escrevo minhas reflexões, respondo com estas duas frases, aparentemente contraditórias. O caminho de Maquiavel é egoísta, pensar só que posso/quero ganhar, enquanto o outro é altruísta, beneficia mais pessoas. Escrever é um ato egoísta e altruísta.
Aprendi a gostar da leitura com meu avô. O pulo entre ler e escrever demorou. Tive de escrever muito para explicar as necessidades e oportunidades que vi em visitas a clientes no Brasil e em mais de 70 países.
O salto entre escrever para o chefe e para centenas, ou milhares de pessoas, foi bem mais ousado. Aconteceu por um pedido do meu filho que fazia o MBA no INSEAD, na França, que queria um texto sobre as manifestações de 2013. Fiz quase uma catarse, enviei para ele, e para meu pai, que me convenceu a publicar no jornal A Gazeta, de São Bento do Sul, Santa Catarina.
A catapultada entre um público local e botar a boca no trombone foi quando Ricardo Dalbosco me convenceu de que, se escrevesse diariamente no LinkedIn, poderia deixar de ser INVISÍVEL para, talvez, me tornar INESQUECÍVEL. Não joguem pedras. Não é megalomania, é o título do livro dele, onde mostra o caminho para quem quer se destacar no LinkedIn.
Escrevo por poder. Poder investir tempo para escrever, poder expressar minhas ideias, poder de uma marca pessoal, que está transformando minha carreira.
Seguindo os ensinamentos liberais de Milton Friedman (The business of business is business!), escrevo para gerar negócios. Além disto, descobri ao longo do processo quatro novos objetivos:
- Transformação pessoal: as leituras para fundamentar os posts me fizeram questionar premissas, crenças e valores. Evoluí intelectualmente, melhorando minha comunicação na empresa, com clientes e fornecedores.
- Saúde Mental: escrever exige reflexão que leva a entender melhor o dia a dia e controlar reações intempestivas e o estresse.
- Terapia: quando não consigo focar no trabalho, relaxo escrevendo.
- Permissão: muitos têm medo de publicar suas reflexões por acreditar que não estão preparados. Eu não estava quando comecei a publicar meus textos. Quando releio alguns, tenho até vergonha, mas faz parte do processo. Malcolm Gladwell já disse que você tem que praticar umas 10.000 horas para dominar uma atividade.
Por que você escreve suas reflexões? Se não escreve, por que não se dá a permissão para começar?
Fonte: “El poder de la escritura: beneficios de escribir a diario | Conversación con Francesc Miralles” – Álex Rovira Celma; “Do Invisível ao Inesquecível – Como construir uma marca pessoal de sucesso, ser admirado pelo mercado e transformar a sua carreira”, Ricardo Dalbosco.
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