De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? Quer saber por que muitos perdem esta capacidade com o tempo?
Seria muito fácil não fazer perguntas, mas nosso cérebro não para. A curiosidade e a insatisfação fazem parte do nosso ser. Muitos têm medo de mudanças, de sair da zona de conforto. Outros, nunca param de ter novos projetos e desafios.
Para a maioria que prefere não correr riscos, existem as ideologias igualitárias, de direita ou esquerda, que dão segurança em troca da liberdade. É o Leviatã de Thomas Hobbes. Outro refúgio são as religiões, que cobram sacrifícios aqui na Terra, em nome de um paraíso após a morte.
As crianças são espontâneas. Elas não têm vergonha em fazer qualquer tipo de pergunta, além de não aceitar todo tipo de resposta. Com o tempo perdemos esta capacidade, por achar que sabemos tudo, ou por vergonha de admitir que não sabemos algo.
O catalão Francesc Miralles, autor de Nietzsche para Estressados, fez uma lista de 20 perguntas que ele chama de EXISTENCIAIS. Selecionei as três que são os pilares da filosofia.
- TEM ALGUÉM AÍ? Desde sempre acreditamos em deuses, para ter uma explicação de onde viemos. A melhor explicação científica é o Big Bang (explosão primordial). Mas de onde veio a energia para esta explosão? Seguindo a lógica “no creo en brujas, pelo que las hay!”, acredito no deus de Spinoza – Deus é natureza. Deus é único, infinito e necessário. Por isso, não precisamos de intermediários para falar com Deus.
- QUEM SOU? Não nascemos com um ‘eu’ pronto. Passamos por vários ‘eus’, ao longo da vida, influenciados pelo meio (família, cultura, profissão, experiências). Tento evoluir perguntando:
– O que me motiva?
– Quais valores não negocio?
– Como me vejo, como os outros me veem?
– Deixei de fazer algo por medo?
– Vivo em sociedade, tenho que seguir regras. Como faço para não perder meu eu?
- MEDO DA MORTE? A morte nos apavora pois não sabemos o que tem depois da vida. Como acredito no deus de Spinoza e no ensinamento Estoico Memento Mori, foco em viver o tempo que ainda tenho. Sigo as sugestões do Miralles me adaptando ao envelhecimento:
– Inteligência: aceito que perdi muito da inteligência fluida (decisões ágeis), mas aproveito a inteligência cristalizada (visão baseada nas experiências).
– Vida ativa: ócio é o demônio da mente. Mantenho os dois em atividade, combinando exercícios físicos diários, ouvindo audiobooks, podcast, etc, além de escrever diariamente no LinkedIn.
– Aceitação: não luto contra a realidade dos efeitos da entropia sobre meu corpo.
– Otimismo: sempre vejo o copo meio cheio, mesmo que tenha que repor o que já tomei. Meu networking vai de 15 a 100. Procuro aprender com os mais velhos que sabem viver a vida.
Como você responde às três perguntas existenciais?
Fonte: “20 Preguntas Existenciales – Cuyas respuestas pueden cambiar tu vida” – Francesc Miralles.
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