Não precisa ser estoico para saber que não podemos controlar o envelhecimento. Como podemos conviver com ele?
Os estoicos nos ensinam que não podemos mudar os fatos, mas podemos controlar nossas reações a eles. Este foi um dos temas de uma longa e profunda conversa com Jevandro Barros, em Taubaté, na semana passada. Uma parte dela estará disponível nos próximos dias em um videopost.
Um dos pais da psicologia, Carl Jung, nos ensina que a vida é similar ao ciclo do sol durante o dia: amanhece, chega ao pico no meio-dia, crepúsculo. A diferença é que o ciclo do sol varia pouco. Na vida, antecipamos ou retardamos a passagem dos ciclos, com consequências sérias. Como o Jevandro está no meio da tarde e eu já estou perto do escurecer, vou passar rápido pelas três primeiras fases, para focar no último.
- ATLETA
É o começo do dia. As coisas não estão claras. O ego, um estado onde o inconsciente, o narcisismo e o imediatismo dominam. Tenho que ganhar todos os jogos. Alguns têm dificuldade de sair desta fase.
- GUERREIRO
Agora o jogo é de campeonato. Temos que vencer na vida. Garantir que passamos dos dois primeiros níveis da pirâmide de Maslow. Caso consiga, pensarei como deixar um legado. Muitos colocam a marca de chegada sempre mais para frente, já que as necessidades são infinitas, mas os recursos finitos. O nome popular disto é ambição descomedida.
- ESTADISTA
Se, e quando, consegui atingir as conquistas materiais, tenho tempo para um legado. Para deixar uma marca. Ainda não entendi se isto é um gesto altruísta ou egoísta. Claro que compartilhar experiências, ajudar os outros, beneficia os outros, mas não será uma forma de remuneração espiritual do eu?
- ESPÍRITO
A conversa com Jevandro, acabou sobre a passagem da fase de Estadista para a do Espírito. O ego e as necessidades externas (sim, elas existem) ficam menores quando aceitamos a finitude, fato inevitável que muitos não aceitam.
Tenho motivos de sobra para agradecer o balanço (ativo – passivo) da minha jornada para o crepúsculo, mesmo que esteja enfrentando alguns passivos pesados sobre os quais tenho pouco controle, nos últimos meses. Conseguir tornar este passivo tolerável, aceitando que tem fatos que não controlo, mas que posso controlar minhas reações, está sendo menos difícil por entender o sentido mais profundo da vida.
Como vai o seu balanço de vida?
Fonte: “La Psicologia de la Maduzes” – Carl Jung – Sabiduria Mentalizada.
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