O fim do capitalismo foi previsto pela esquerda e pela direita. Quer saber por que não aconteceu e nem vai acontecer?
PROFETAS DO APOCALIPSE
– Marx: além de outros argumentos infundados, o profeta dos utópicos previu o fim do capitalismo devido às suas próprias crises cíclicas, resultado das reduções de custo e maximização do lucro. Faz 178 anos que a previsão não se concretizou. O que vimos foi o colapso de todos os sistemas socialistas, como proposto por Marx.
– Schumpeter: o pai da teoria da destruição criativa alertou que a burocratização da inovação (zona de conforto) aliada ao crescimento de uma elite intelectual e burocrática (barnabés, doutrinadores nas escolas, mídia) levaria a controles e interferências crescentes do Estado. Isto poderia levar ao socialismo. Faz 82 anos que vem acontecendo sistematicamente, mas a maioria das últimas eleições mostrou que o vírus está sendo combatido.
BALANÇO ATUAL
Depois da Segunda Guerra, da metade da Europa até o Pacífico mergulhou nas trevas de ditaduras criminosas (URSS, China, Camboja), ou feudos familiares (Ceausescu – Romênia, Hoxha – Albânia; Coreia do Norte). Do lado de cá, os Hermanos Castro ainda puxam as cordinhas das marionetes.
No Ocidente começou, lentamente, um processo de minar o sistema por dentro, que culminou com a onda WOKE. Reagan e Tatcher conseguiram reverter o processo por um tempo. Talvez o pior exemplo de destruição interna de um país capitalista seja provocado pela Dilma alemã, conhecida como Muti.
O modelo socialista proposto por Marx exige uma ditadura. Ninguém abre mão da liberdade, por longo tempo, voluntariamente. Significa que o sistema é fechado, não permitindo críticas. A lei da entropia encarrega-se de acabar com estes sistemas (vide URSS). As crescentes intervenções do PCC na economia chinesa, que operava em um sistema quase capitalista, é outro exemplo.
Algumas das melhores sugestões para o aperfeiçoamento do capitalismo, estão no livro de Martin Wolf, colunista do Financial Time. Destaco quatro:
- Capitalismo de compadrio: captura de fatias do Estado por elites e grupos de interesse. Eike Batista, os açougueiros petralhas, são bons (ou maus) exemplos.
- Fortalecimento das instituições democráticas.
- Resgatar a educação: acabar com a doutrinação, incentivando a participação ativa na política.
- Regulação do poder econômico: garantir a livre concorrência, impondo limites ao poder excessivo das grandes empresas.
No Brasil eu incluiria: fim da reeleição no executivo, voto distrital misto, efetiva separação dos poderes, recriação de agências reguladoras fortes, privatização geral e irrestrita, reforma administrativa e política, revisão geral de subsídios, renúncias fiscais, regras de saída do Bolsa Família.
Quais outros ajustes você faria?
Fontes: “Crises of Democratic Capitalism” – Martin Wolf; “Should we Fix Capitalism or Abandon it?” – Martin Wolf and Yanis Varoufakis – Intelligence Squared.
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