“Quem não foi comunista quando jovem não teve coração. Quem continua após velho não tem razão”. Quer saber como passei por essa evolução?
Por participar de uma greve na Universidade de Brasília (UnB), fui obrigado a sair do Brasil por um tempo. Fiquei dois períodos de 3 meses na Alemanha, aprendendo alemão e fazendo um estágio em uma fábrica de porcelana.
Para o orgasmo ideológico de camaradas de luta, trouxe, no meio de roupas sujas, duas relíquias: “Das Rote Buch” do Grande Timoneiro Mao, e “Bolivianisches Tagebuch” do camarada Che Guevara.
O processo de tratamento da Teoria Cognitiva Comportamental, para ver o mundo como ele é, não como acreditamos que deveria ser, leva tempo. Tomei a primeira dose de razão, quando visitei a cerca que separava a Alemanha Ocidental (BRD) da Oriental (DDR). Em Berlim e em alguns pontos da fronteira, havia muros. O restante era separado por cerca da Antifaschister Schutzwall (Muro de Proteção Antifascista).
Segunda a narrativa da ditadura comunista, o muro/cerca foi construído para proteger a população de uma invasão de imigrantes da parte capitalista. Interessante é que mais de 3,5 milhões (20% da população) fugiram da DDR, antes da construção do muro. Os que foram para lá, dá para contar nos dedos de uma mão. O Schiessbefehl (ordem para atirar) valia para quem queria pular para o lado ocidental. Mais de 100 foram mortos tentando fugir do paraíso comunista, e milhares foram condenados por traição, por tentar.
No segundo período de exílio, tentei visitar o paraíso, mas como descendente (quinta geração) de alemães, conseguir um visto era um calvário. A partir daí o TCC começou a avançar, até que deixei a utopia de lado e comecei a usar a razão.
A imagem do post é Mödlareuth, um pequeno vilarejo dividido ao meio pelo muro/cerca. Uma parte foi preservada e um museu foi construído para preservar a memória dos crimes cometidos para proteger (sic) os alemães orientais.
Será que o novo ministro das comunicações vai usar a mesma lógica da narrativa do muro para justificar as ações do (des) governo?
Fonte: www.moedlerreuth.de
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