MILEI AUMENTA MISÉRIA

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Por Ismar Roberto Becker

No final do governo kirchnerista, 44,7% dos argentinos eram pobres e 9,6% indigentes. No final do primeiro semestre de 2024, os índices explodiram para 52,9% e 18,1%. Milei está arruinando a Argentina?

Um dos livros de cabeceira dos progressistas é “Como mentir com estatísticas” de Derrel Hoff. A manipulação dos índices na Argentina foi levada ao estado da arte pelo kirchnerismo. O melhor (ou pior) exemplo era o índice de pobreza.

Os preços de muitos produtos estavam congelados. Estes produtos só podiam ser comprados no mercado paralelo por preços 50 a 100% superiores. Para calcular os índices de pobreza eram usados os preços tabelados. Com o fim do tabelamento, os combustíveis subiram 60%, a carne 73%, as fraldas 100%.

– Índice pobreza e indigência: desabaram de 52,9% e 18,1% do início do ano, para 38,9% e 8,6%. Mais baixos do que a mentira de 2023.

– Inflação: de 25% no fim de 2023, para 2,7% em outubro 2024.

– Desemprego: aumentou, especialmente pela demissão de 25.000 parasitas públicos. Mais de 50.000 estão na lista. O setor privado também demitiu, mas já começa a admitir.

– PIB: caiu 5,1% no primeiro trimestre de 2024, em relação ao anterior. Subiu 3,9% no terceiro trimestre, indicando o fim da recessão.

Uma recessão, somada ao desemprego, é uma receita letal para a popularidade de um presidente. No Brasil, com a economia aquecida, inflação sob controle, pleno emprego e bilhões sendo distribuídos, o Demiurgo de Garanhuns está com 35% de aprovação, segundo Datafolha.

A aprovação de Milei de 48,01% em dezembro de 2023, subiu para 53,85% em março, caiu para 46,42% em setembro, alcançando um pico de 56% em dezembro. Como os argentinos não são masoquistas, a surpreendente popularidade só pode ter uma explicação: a vida melhorou.

Uma das razões é simples. A Asignación Universal por Hijo (AUH), equivalente ao Bolsa Família, subiu de 41.322 pesos em janeiro de 2024 para 93.281 em dezembro. O impactante foi o aumento em dólares: 38,08 para 85,98 (Econoblog), porque eliminaram os “punteros políticos”, que são comissões para repassar o dinheiro.

Milei disse que seriam necessários dois anos para arrumar o país. Já fez muito, mas existe um risco grande: defasagem cambial. O peso está sobrevalorizado e, em algum momento, terá que ser ajustado, o que provocaria inflação. Como resolver é a pergunta de 1 bilhão de dólares.

Uma combinação de sua figura caricata, com um discurso claro e sem nada de politicamente correto, tornou Milei um ídolo liberal mundial. Ele não economiza adjetivos para os progressistas latino-americanos, como Boric, Petro, Maduro, Ortega e o Demiurgo de Garanhuns, que tremem de medo de ele conseguir limpar a sujeira progressista na Argentina.

Quando poderemos gritar: VIVA LA LIBERTAD, CARAJO aqui no Brasil?

Fontes: Financial Times, Economist, El País, Reuters, Trading Economics, Valor Econômico, “Javier Milei – Viva a Liberdade, Carajo!”

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