Dólar, juros e inflação subindo. Bolsa caindo. Estamos em uma crise de confiança do mercado ou de fundamentos da economia?
Quer conhecer duas narrativas para uma inflação crescente, que pode sair do controle?
- “O REPASSE do câmbio para os PREÇOS aumenta quando a DEMANDA está mais forte, as expectativas estão DESANCORADAS ou o movimento cambial é considerado mais PERSISTENTE”.
- “Bom dia, Ismar: como o Dólar está fora de controle, informo que aumentamos nossos preços em 10% a partir de hoje. Não poderemos aceitar pedidos acima da média de compras dos últimos meses, para evitar compras especulativas.
A primeira narrativa é uma afirmação do último comunicado do COPOM. A segunda é de um fornecedor de um dos nossos principais insumos. Este (des) governo está colhendo o que plantou no final de 2022, antes de assumir.
Vamos aos números.
DÍVIDA BRUTA GOVERNO GERAL (DBGG)
Fim 2022 – 7,9 trilhões de reais – 71,7% PIB
Outubro 2024 – 9 trilhões de reais – 78,6% PIB
A irresponsabilidade fiscal aumentou a parcela da dívida de cada brasileiro em R$ 5.174,00 por habitante.
Como não tem nada tão ruim que não possa piorar, mantida a gastança descontrolada atual, a dívida deve aumentar para uns 80% do PIB em 2026. Isto sem contar o que será queimando para tentar a reeleição.
CONSEQUÊNCIAS IMEDIATAS
– Dólar: BC gasta reservas para conter a desvalorização do Real, mas sem sucesso.
– Dívida: credibilidade baixa afeta a rolagem da dívida; capacidade do Tesouro caiu de 7,9 para 6,9 meses. Títulos pós-fixados subiram de 39% para 47%; leilões sem interessados.
– Inflação: custos já estão sendo repassados, seguidos de aumentos preventivos. Início de um círculo vicioso similar ao pré-Real.
“O povo mais pobre, o povo mais humilde, quando tem um pouquinho de dinheiro, ele não compra dólar, ele compra comida. Ele compra coisas para a família”.
Esta frase do Demiurgo de Garanhuns, comprova a hipossuficiência cognitiva econômica dele. O povo mais pobre não compra dólar, mas a comida que compra é afetada pelo dólar. Um exemplo simples no caso do pão nosso de cada dia:
O Brasil importa 42% do trigo que consome. O trigo representa uns 30% do custo do pãozinho. Uma desvalorização de 25%, que tivemos em 2024, o aumento do pãozinho foi de 3,15%
Cenário econômico previsível:
- Desconfiança no mercado vai continuar ou até aumentar.
- O real continuará acima de 6 reais, com tendência de desvalorizar ainda mais.
- O BC já avisou que vai aumentar os juros para 14,5%.
- A inflação vai furar o teto da meta (4,5%), obrigando o BC a manter os juros altos até 2026.
- A popularidade cai, ameaça a reeleição, e deflagra uma gastança geral.
Você acredita que ainda estamos em uma crise ou já passamos por uma emergência econômica?
Fonte: Comunicados do Copom – dezembro 2024.
#ismarbecker #economia #juros #dólar #impostos #recessao



