Em 2013, o Brasil protestou contra os desmandos de uma presidenta. Foi quando comecei a publicar minhas reflexões quinzenais no A GAZETA, de São Bento do Sul. Quer saber onde acertei?
“Brasil – Volta da agenda maldita”, pergunta da última coluna de 2023. Viva! “Brasil à beira do abismo”, penúltimo de 2024.
A decadência era esperada no final de 2023. Catastrófico, a Nova Matriz Econômica ressuscitaria. O último prego no caixão foi o comício do ministro da fazenda comunicando uma ilusória redução de gastos e, simultaneamente, reduzindo impostos.
Como empreendedor, vejo oportunidades onde há riscos. Isto justifica os títulos:
“Brasil – cigarra ou formiga”; “Reformamos ou afundamos o Brasil”; “Solução Brasil – administrar a escassez”; “Brasil gigante acorrentado.
Nada acontecerá se não reduzirmos o maniqueísmo (nós x eles). Sugeri:
“Brasil – Une ou acaba”; “Maniqueísmo está acabando com o Brasil”.
É preciso saber onde estamos, mesmo que estejamos sem rumo, como argumentei em:
“Brasil sem Governo”; “Brasília Urgente – Estamos à deriva”; “Socorro! O Piloto sumiu”.
Vendo a crônica da morte anunciada, dei nome aos bois:
“Brasil não quer o pt”; e Estrela Vermelha Decadente”
O descondenado foi eleito pelos 3% dos liberais sociais. Simone Tebet e uma boa parte da Faria Lima são exemplos. Entendo não votarem no outro candidato, mas esqueceram a fábula do sapo e do escorpião.
Acreditar que alguém que passou a maioria da vida adulta sem trabalhar, pregando a divisão da sociedade, gastando o dinheiro dos outros, iria mudar aos 78 anos.
– PIB vai crescer acima da média, turbinado por gastos governamentais.
– Inflação ficará acima do teto da meta (4,5% ao ano), pelo excesso de dinheiro no mercado, falta de oferta, falta mão de obra.
– Dólar fica alto, pressionando preços dos importados, que pesam mais no bolso do pobre.
– Banco Central vai aumentar juros para uns 14 ou 14,5%, que freia investimento e consumo, especialmente em 2026, ano de eleição.
– Governo desesperado com a queda popularidade, achando que é um problema de comunicação, mete o pé na jaca dos gastos.
– Voltamos para o primeiro item, entrando em um círculo vicioso.
Se otimista, o governo perde 2026, e o próximo arruma a casa. Na catastrófica, só tem uma solução: abrace a esposa e os filhos!
Seguidores do Demiurgo de Garanhuns não entendem a lógica do cenário. Vamos então à fria matemática.
Dívida Pública:
Final 2022 – 5,95 trilhões de reais – 73,5% do PIB.
Outubro 2024 – 5,95 trilhões de reais – 78,6% do PIB.
Previsão final 2026 – 84%, economistas a 97,7% FMI.
Juros: com uma Selic de 11,25%, pagamos 795,6 bilhões de reais de juros ao ano. A Selic provável de 14% elevaria esta conta para 990,08 bilhões. Este aumento consome a verba discricionária, tornando o governo repassador de impostos.
Alguém arrisca um Feliz 2027?
Fonte: 800 colunas do jornal A Gazeta; “Biografia do Abismo” – Felipe Nunes e Thomas Traumann.
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