FOGO DO CIRQUINHO EUROPEU

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Por Ismar Roberto Becker

As duas locomotivas da União Europeia, Alemanha e França, estão parando. O que significa para a Europa e para o mundo?

As duas maiores economias da União Europeia representam 42,3% PIB. Como muitos dos 27 membros recebem mais do que contribuem, os dois são responsáveis por bem mais da metade da conta para pagar os burocratas de Bruxelas. Vamos ver as crises que os dois enfrentam.

França: não é só no Brasil que o mercado cobra do governo responsabilidade fiscal. Eles têm um déficit de quase 8% ao ano, bem acima do 3% aceitos por Bruxelas. A relação dívida x PIB já passou de 110% faz tempo.

O problema é que Bruxelas tem que sancionar os países que não respeitam as regras. Sancionar a Grécia é uma coisa, mas a França é outra. Quem vai botar o guizo no rabo do gato?

Alemanha: depois de quase quebrar em 2014, a Merkel tomou uma das únicas boas decisões em 16 anos. Implantou a “Schwarze Null” (Zero Preto), que proibiu a Alemanha de gastar mais do que arrecada. Foi como um Teto de Gastos que deu certo. O problema é que ela não contou com a puxada de tapete do amigo da onça do Putin, do custo de fechar as usinas atômicas e dos gastos com a guerra na Ucrânia.

Uma combinação de Wokismo ambiental, burocracia que faz a nosso parecer um startup, líderes do nível do Ituano ou do Brusque da segundona do Brasileirão, um povo envelhecendo, vivendo na zona de confortoe tsunami de imigrantes ilegais, criou uma massa crítica para partidos extremistas.

França: na última eleição, três partidos (Centro, Extrema Direita e Extrema Esquerda) tiveram 85,4%. Além das diferenças ideo (fisio) lógicas, os líderes dos três (Macron, Le Pen e Mélenchon) se odeiam.

Na semana passada, os dois extremos se uniram para derrubar o primeiro-ministro, que ficou três meses no cargo. Nem Deus sabe quem será o próximo.

Alemanha: a coligação Ampel (Semáforo), devido às cores dos três partidos, como era de esperar acabou. Sem ironias, como um país pode ir para frente se um partido quer parar (vermelho), outro quer liberar geral (verde) e um que ser responsável (amarelo do liberalismo)? Se fosse pouco, as grandes empresas estão mal das pernas (VW) ou saindo do país (Basf).

As pesquisas para as eleições antecipadas são unânimes: Nenhum partido terá a maioria sozinho. Não tem coligação possível entre os radicais (olha eles aí de novo), dos dois extremos. Quem vai governar?

Como não tem nada tão ruim que não possa piorar, veja as três bombas que estão prontas para explodir no colo dos europeus.

– Rússia/Putin com chances de ganhar a guerra na Ucrânia. Qual o próximo a ser invadido?

– China/XI reduzindo compras de carros alemães, vinho, cognac e bolsas LV da França.

– EUA/Trump impondo tarifas de importação de produtos europeus, além de mandar a conta de manter a OTAN, para conter Putin.

Com este cenário, você ainda acredita que deve sair do Brasil? Ainda quer imigrar para a Europa?

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