Uma média empresa familiar está com problemas de liquidez. Para complicar, tem um conflito entre os três sócios, que são também irmãos e gestores. Qual incêndio apagar primeiro?
O PROBLEMA
Faz algumas semanas, fui contatado por um representante de um dos sócios desta empresa. O pedido era encontrar um investidor para resolver o problema de caixa da empresa, que o sócio, apesar de gestor, não sabe quanto é. Nas entrelinhas ficou claro que existem dois problemas:
Urgente: caixa.
Importante: conflito familiar, societário e de gestão.
URGENTE x IMPORTANTE
Aprendi com o PRINCÍPIO DE EISENHOWER, que devemos priorizar as ações em quatro grupos, segundo a URGÊNCIA e IMPORTÂNCIA. Neste caso, embora sem os números, é óbvio que o problema de caixa é urgente e importantíssimo. Requer ação imediata.
Para avaliar o conflito familiar, societário e de gestão, teria que ter mais informações, mas, com certeza, é importante e, dependendo da gravidade, é urgente. Uma coisa é certa: nenhum investidor vai injetar dinheiro em um negócio assim.
BRIGAR ou NÃO BRIGAR – EIS A QUESTÃO
“O excesso e a falta de conflito são insustentáveis”. Baron e Lachenauer traduzem esta frase na ZONA HABITÁVEL DE CONFLITO. Ela seria um meio-termo entre o medo do conflito, que só aumenta o potencial explosivo dele, e o conflito aberto, com gritos e até cinzeiros voando.
SOLUÇÕES POSSÍVEIS
Para ver se é possível chegar na Zona Habitável de Conflito, os autores sugerem aos envolvidos responderem às seguintes perguntas:
- Estão satisfeitos com o rumo da empresa familiar? É melhor ficarmos juntos do que separados?
- Estão conforme as questões mais importantes? Neste caso específico, com a situação financeira?
- Ainda é possível trabalhar juntos? Não é necessário amor, basta tolerância.
Você tem alguma outra sugestão para uma eventual reunião com estes três irmãos, sócios e gestores?
Fontes: “Grandes Teorias de Gestão – E de como usá-las” – James McGrath e Bob Gates; “Manual Empresas Familiares – Como Construir e Manter uma Empresa Bem-Sucedida e Duradoura” – Josh Baron e Rob Lachenauer.
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