“Empreendedor é aquele que constrói. Empresário é o que perpetua a obra”. Parte deste desafio depende do compromisso de se tornar uma família empresária”. Por que isto é mais fácil dizer do que fazer?
Com esta frase sintética, mais impactante, Renato Bernhoeft iniciou suas reflexões sobre sucessão e família empresária, no V Fórum anual de Governança do CELINT – Centro de Estudos em Liderança e Governança Integrais. As duas questões-chaves são:
– Dilema do mindset: empreendedor x empresário.
– Dificuldade de alinhar as expectativas/competências da família para assumir papel de empresário.
CASES DE SUCESSO
Faz alguns dias, estive reunido com a segunda geração de dois grandes grupos de empresas familiares. Como acompanhei, muito de perto, a trajetória dos dois nos últimos 40 anos, tentei avaliar por que estas empresas são cases de sucesso internacional, seguindo as lições do mestre Renato:
– Tipos de empresas: as duas são MULTIFAMILIARES, tendo vários sócios da segunda geração.
– Estrutura para continuidade: uma adota o modelo de CONTROLE FAMILIAR com GESTÃO FAMILIAR/MISTA (executivos familiares e não familiares). A outra de controle FAMILIAR e gestão NÃO FAMILIAR.
– Modelo Três Círculos: seguindo de Tagiuri e Davis, uma está com os Três Círculos totalmente consolidados, enquanto a segunda está em processo de consolidação.
FUNDAMENTOS DO SUCESSO
– O modelo de uma geração não é transferível para a outra.
– Não basta profissionalizar a gestão. É necessário profissionalizar a família e a sociedade.
– É necessário compatibilizar os interesses individuais, familiares, societários e da empresa.
– Nenhum modelo de gestão resiste à falta de um modelo societário.
– A empresa familiar tem futuro, mas nem todas as famílias e gerações têm vocação empresarial.
LIÇÕES PARA SEGUNDA GERAÇÃO
Ao longo da minha carreira como membro de uma empresa familiar e, posteriormente, como fornecedor de empresas familiares, acompanhei cases de sucesso e de falências. As três principais lições que aprendi foram:
– Não existe um modelo único para as gerações seguintes ao do (s) fundador (es);
– A separação da Família, Gestão e Sociedade, mesmo que todos estejam nos três círculos, é fundamental;
– Sem a formalização dos direitos e deveres dos membros da família, o futuro é incerto.
Quais são as suas experiências, positivas ou negativas, com uma empresa familiar?
Fonte: Palestra + materiais Renato Bernhoeft.
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