EMPREENDEDOR NÃO É GESTOR

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Por Ismar Roberto Becker

“Empreendedor é aquele que constrói. Empresário é o que perpetua a obra”. Parte deste desafio depende do compromisso de se tornar uma família empresária”. Por que isto é mais fácil dizer do que fazer?

Com esta frase sintética, mais impactante, Renato Bernhoeft iniciou suas reflexões sobre sucessão e família empresária, no V Fórum anual de Governança do CELINT – Centro de Estudos em Liderança e Governança Integrais. As duas questões-chaves são:

– Dilema do mindset: empreendedor x empresário.
– Dificuldade de alinhar as expectativas/competências da família para assumir papel de empresário.

CASES DE SUCESSO

Faz alguns dias, estive reunido com a segunda geração de dois grandes grupos de empresas familiares. Como acompanhei, muito de perto, a trajetória dos dois nos últimos 40 anos, tentei avaliar por que estas empresas são cases de sucesso internacional, seguindo as lições do mestre Renato:

– Tipos de empresas: as duas são MULTIFAMILIARES, tendo vários sócios da segunda geração.

– Estrutura para continuidade: uma adota o modelo de CONTROLE FAMILIAR com GESTÃO FAMILIAR/MISTA (executivos familiares e não familiares). A outra de controle FAMILIAR e gestão NÃO FAMILIAR.

– Modelo Três Círculos: seguindo de Tagiuri e Davis, uma está com os Três Círculos totalmente consolidados, enquanto a segunda está em processo de consolidação.

FUNDAMENTOS DO SUCESSO

– O modelo de uma geração não é transferível para a outra.

– Não basta profissionalizar a gestão. É necessário profissionalizar a família e a sociedade.

– É necessário compatibilizar os interesses individuais, familiares, societários e da empresa.

– Nenhum modelo de gestão resiste à falta de um modelo societário.

– A empresa familiar tem futuro, mas nem todas as famílias e gerações têm vocação empresarial.

LIÇÕES PARA SEGUNDA GERAÇÃO

Ao longo da minha carreira como membro de uma empresa familiar e, posteriormente, como fornecedor de empresas familiares, acompanhei cases de sucesso e de falências. As três principais lições que aprendi foram:

– Não existe um modelo único para as gerações seguintes ao do (s) fundador (es);

– A separação da Família, Gestão e Sociedade, mesmo que todos estejam nos três círculos, é fundamental;

– Sem a formalização dos direitos e deveres dos membros da família, o futuro é incerto.

Quais são as suas experiências, positivas ou negativas, com uma empresa familiar?

Fonte: Palestra + materiais Renato Bernhoeft.

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