O POBRE É O CULPADO DO FIM DO LULOPETISMO

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Por Ismar Roberto Becker

“Por que uma boa parcela das classes empobrecidas aderiu às causas da extrema-direita justamente quando houve uma melhora significativa das condições de vida? O que justifica o apoio dos mais pobres a políticos que retiram direitos e benefícios?”

Estas perguntas foram feitas por Jessé Souza, no livro “O Pobre de Direita – A Vingança dos Bastardos – O que explica a Adesão dos Ressentidos à Extrema Direita”. O autor é um expoente da intelectualidade do progressismo lulopetista. Vamos ajudá-lo a entender por que os pobres (nas palavras dele) rejeitaram a esquerda e boa parte da extrema-direita nas últimas eleições?

AVALIAÇÃO DAS ELEIÇÕES

“Direita dividida, esquerda no divã”. A frase de Caio Junqueira resume o que aconteceu nas eleições. A centro-direita (PSD, MDB, PP, UB, Republicanos) foi a grande vencedora, mas a extrema-direita conseguiu rachar o bloco. São Paulo e Curitiba foram os melhores exemplos. A esquerda está até agora sem saber a placa do caminhão que a atropelou. Os dois grandes líderes (presidente atual e o anterior) saíram desgastados para ser generosos. Tem que pivotar para a próxima eleição, mas, como a idade e ego deles, isto é pouco provável.

AVALIAÇÃO DA ESQUERDA PENSANTE

“Tivemos uma derrota eleitoral das esquerdas em geral e do PT em particular” – Valter Pomar, autor da História do Petismo.

O deputado Washington Quaquá (PT-RJ), prefeito eleito de Maricá, disse que o partido deveria “repensar” diante do novo período histórico. O governo precisa avaliar não apenas seus avanços como suas deficiências.

“O pt (em minúscula) não saiu da Z4 (zona de rebaixamento)”, Alexandre Padilha – Ministro Relações Institucionais.

AVALIAÇÃO DA DIREITA PENSANTE

Três dos grandes vencedores, Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Baleia Rossi, falaram sobre a importância de uma postura equilibrada, de diálogo e promoção da paz, não de polarizações, evitando radicalismo, sem ideologia, com foco nos problemas reais da população.

AUTOPSIA DOS DERROTADOS

Fiquei animado no início do livro do Jessé Souza, quando ele diz que “as pessoas têm como última razão de sua ação social a dimensão moral, ou seja, a luta por reconhecimento social que garante autoestima e autoconfiança para cada um de nós. Pena que dali para frente, ele escorregou nas cascas de banana ideológicas.

Em 1942, Maslow já disse que, após atender às necessidades básicas, nós buscamos segurança, as sociais, estima e autorrealização. A inclusão, na ótica básica, já é um direito adquirido. A benesse governamental já foi paga com muitos votos para a esquerda. Os passos seguintes são a segurança e a estima, que se consegue como empreendedor. Pautas identitárias não têm espaço na pirâmide de Maslow. Do lulopetismo sobrou a primeira parte, que acaba com ele.

Qual a sua avaliação das eleições?

Fontes: “O Pobre de Direita” – Jessé Souza.

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