As eleições municipais dividiram o Brasil em duas partes: CENTRÃO e PBF, uma nova força nos grotões do país. Quer conhecer melhor as novas forças que mandam no Brasil?
Diz um ditado popular: que fogo morro acima e água morro abaixo, não dá para segurar. Esta me parece a melhor analogia para descrever a trajetória de um partido (sic!) em plena queda livre. O mapa das eleições municipais comprova que o imponente partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam, terá que mudar de nome para PARTIDO BOLSA FAMÍLIA.
MORTOS E FERIDOS
Dos dois partidos que nominalmente governaram o país de 1998 até 2018, sobrou só uma pequena parte de um. Os tucanos sofreram um verdadeiro extermínio ecológico. O pt (em minúscula) foi confinado aos rincões do país. Foram expulsos até São Bernardo do Campo, terra do Demiurgo de Garanhuns. O primeiro foi enterrado por fogo amigo, o segundo minguará até desaparecer com o efeito da biologia sobre seu aiatolá.
Na minha querida Santa Catarina, que tem 234.000 pessoas recebendo Bolsa Família, contra 2,37 milhões de pessoas com carteira assinada, a estrela decadente fez sete dos 295 prefeitos. Em São Paulo, foi pior: três prefeituras.
NOVAS FORÇAS – DUAS DIREITAS
O PSD, de um dos grandes discípulos de Maquiavel, foi o grande vencedor, seguido de MDB, PP, PL e Republicanos. Em um almoço no apartamento de Kassab, em 2020, escutei, um tanto quando incrédulo, esta previsão. Nas eleições de 2026, deveremos ter dois partidos extremistas, e uns três de centro-direita e esquerda. Até lá, o Centrão, mais fisio do que ideológico, segue no comando.
CENÁRIOS PÓS 2026
A esquerda corre contra o relógio biológico. Algum dia perderá o criador, que será enterrado com a criatura. Como aconteceu com a Iugoslávia após a morte de Tito, assistiremos uma balcanização de seitas esquerdistas.
A direita foi a grande vencedora. Deverá colocar o morango em cima do bolo, com a reeleição do prefeito de São Paulo. Mas nem tudo são flores. A fortaleza do guru direitista, começa a sofrer rachaduras, com seu murismo em cidades importantes. São Paulo e Curitiba são os melhores exemplos.
CENTRO VOLVER
Uma mensagem me parece clara: mais eleitores concluíram que temos que adotar a lógica da Curva de Gauss ou da Distribuição Normal. Excluir os extremos e focar no centro, que aproxima opiniões diferentes.
Estou delirando utopias ou este cenário é possível?
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