QUANDO O MEDO ME PARALISOU

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Por Ismar Roberto Becker

No post CORAGEM LIBERTA. MEDO PARALISA, falei sobre meus princípios, e os custos que paguei, por optar pela coragem em muitas posições. Mas também tive momentos em que o medo me paralisou. Quer conhecer um desses momentos?

O Renato de Faria e Almeida Prado, comentou o post, perguntando quais as aprendizagens trazidas pela coragem. Preferi responder com o enorme custo de uma enorme FALTA DE CORAGEM.

ZONA DE CONFORTO

No início dos anos 80, com pouco mais de 20 anos, tive a coragem, ou talvez a falta de senso de perigo, de assumir as exportações de Oxford Porcelanas. Em pouquíssimo tempo, vendemos um enorme estoque, e começamos a abrir mercados no mundo inteiro. Chegamos a vender para mais de 90 países. O sucesso muito cedo, subiu na minha cabeça.

NOVA REALIDADE

Em 1990, em uma decisão literalmente de alguns minutos, mudei para a Irlanda, onde compramos uma empresa. Cheguei lá no dia em que Collor congelou o dinheiro. A inflação aqui era de uns 30% ao mês. Na Irlanda era 1,2% ao ano. Era outro jogo.

Depois de dois anos, retornei ao Brasil, com o orgulho ferido, mas com a convicção de que o exitoso modelo de negócios da empresa teria que ser adaptado a um mercado livre, e com inflação baixa. Mudar a cultura de uma empresa com problemas é difícil. Quando ela gera resultados excelentes, é quase impossível. Após cursar o PGA da Fundação Dom Cabral e do INSEAD, em 1992, entendi melhor as mudanças que viriam, e da necessidade de uma nova estratégia.

PARALISIA PELO MEDO

Voltei para o Brasil convencido a pagar o PGA e pedir demissão. Deixaria a diretoria, e perderia o CNPJ do sobrenome. Levei três anos e meio para tomar a decisão. Neste período, tive duas crises de depressão, perdendo toda motivação.

DAY AFTER

No dia em que entreguei minha carta de demissão, com um prazo de seis meses para treinar um sucessor, tirei um elefante das minhas costas. Cumpri o aviso, e fui convidado para continuar fazendo a exportação, através da Shiva Export. & Import, minha comercial exportadora.

O aprendizado, caro Renato de Faria e Almeida Prado, pode ser resumido no nome da empresa. SHIVA é um dos três deuses do Hinduísmo. Brahma representa a criação. Vishnu a preservação. Shiva é a destruição renovadora.  Talvez tenha servido de inspiração para Schumpeter cunhar a expressão DESTRUIÇÃO CRIATIVA.

Você já pagou um alto preço por ser paralisado pelo medo?

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