SOLUÇÃO BRASIL – ADMINISTRAR A ESCASSEZ

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Por Ismar Roberto Becker

A primeira lição da economia é a escassez: nunca há suficiente de coisa nenhuma para satisfazer a todos. A primeira lição da política é ignorar a primeira lição de economia.

Esta frase de Thomas Sowell será o ponto central de uma palestra no Clube de Dirigentes Lojistas de São Bento do Sul (CDL), na segunda-feira (29/07), com o título “Entendendo o presente para projetar o futuro”. Quer saber por quê?

A economia é a eterna luta entre recursos limitados e necessidades ilimitadas. Podemos resumir a história em quatro nomes.

  1. XENOFONTES: 355 anos antes de Cristo, este filósofo grego escreveu o primeiro livro sobre economia: “POROI” (Sobre a Receita). Ele administrava uma fazenda, e ensinou que não devemos gastar tudo o que ganhamos. Tentou ensinar o governo de Atenas a aumentar a receita pública, sem impostos excessivos. Disse que a receita para diminuir eram os retornos crescentes de escala (divisão do trabalho).
  2. ADAM SMITH: Até 1776, a economia mundial praticamente não cresceu, com uns 99% da população sobrevivendo na miséria. No “A Riqueza das Nações”, ele, um dos pais do Liberalismo, mostrou com o exemplo de uma fábrica de alfinetes, dividida em várias etapas, que seriam realizadas por trabalhadores especializados, aumentando a produtividade e reduzindo o custo.
  3. KARL MARX: Roberto Campos, um dos maiores economistas brasileiros, avô do presidente do Banco Central, resumiu assim as obras do alemão publicadas de 1832 até 1864: “Segundo Marx, para acabar com os males do mundo, bastava distribuir”. Foi fatal. Os socialistas nunca mais entenderam a escassez. Aí começou a festa.
  4. KEYNES: Este brilhante economista inglês inventou a macroeconomia. Em sua obra-prima, Teoria Geral do Emprego, dos juros, e da Moeda, de 1836, pregou que o Estado deveria gastar até o que não tinha, para acabar com as recessões e o desemprego. Seus discípulos, não leram a parte do livro que diz que em tempos de bonança, o Estado deve pagar as dívidas que contraiu nas crises.

Nossos principais fundamentos macroeconômicos são positivos.

CENÁRIO EXTERNO

– Enormes superávits comerciais (expo/impo) que vão continuar pelo menos até 2030.

– Temos mais de 355 bilhões de dólares em Reservas Externas, sendo credores líquidos.

– Nosso risco país indica a confiança do mercado no país (200 pontos), tendo caído com as reformas de 2016.

– Já tivemos um rating de investimento, mas perdemos com a Nova Matriz Econômica. Mas retomamos para um grau estável.

CENÁRIO INTERNO

– Inflação sob controle.
– Banco Central, ainda, independente.
– Desemprego baixo.
– Pirâmide demográfica, ainda sustentável.

O fim do Teto de Gastos tirou a rede do nosso trapézio. O Arcabouço Fiscal, tal como o trapezista, deveria fazer os outros acreditar que ele voa. O problema é que muitos acreditam que ele voa. Se, ou quando, cairmos, não temos mais a rede para nos segurar.

Você acredita que assustarei os convidados do CDL a avaliação?

#ismarbecker #economia #Brasil #comex

 

 

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