CONHEÇA SEU INIMIGO. MEIA VITÓRIA GARANTIDA.Acredito que foi por isso que ganhei uma biografia de Keynes da família no natal passado. Outro motivo seria me obrigar a uma penitência de aprender o que não fazer. Quer ver o resultado?Quando a economia está parada, o governo deve contratar pessoas para cavar buracos e outras para fechar os buracos. Gerando empregos, a economia cresce. Esta é a tese de Keynes.Até os detratores de Keynes reconhecem o brilhantismo e carisma dele. Dois exemplos: suas posições contra o Tratado de Versailles, que acabou provocando a Segunda Guerra. Papel importante na Conferência de Bretton Woods, que moldou a economia mundial pós-guerra.As divergências começam com os argumentos do seu mais famoso livro: Teoria Geral de Emprego, Juros da Moeda, que defende:- PAPEL ESTADO – “A prosperidade não é algo inerente ao ser humano, ela deve ser orquestrada e sustentada pela liderança política”. Isso caiu como uma luva para o autoritarismo.- DINHEIRO NÃO É ESTÁTICO – “Dinheiro é uma narrativa que cria possibilidades econômicas. Ele surge do seu elo entre o presente e o futuro” por seguirem esta lição literalmente, os peronistas destruíram a Argentina.- CONSUMO – “O consumo é o único fim e objetivo de toda atividade econômica”. Deve ter inspirado o “gasto é investimento” do populismo brasileiro.Ao longo do tempo, como aconteceu com Marx, o keynesianismo foi interpretado ao sabor do autocrata de plantão. Keynes deve ter se revirado no túmulo com desastres como a farra fiscal na Argentina, a Nova Matriz Econômica da presidenta e a Nova Teoria Monetária, nome novo para gastar sem limites. Após pagar meus pecados lendo as 540 páginas do “O Preço da Paz – Dinheiro, Democracia e a Vida de John Maynard Keynes”, de Zachary D. Cartes, que livro você acredita que ganhei de presente neste Natal?#ismarbecker #economia #juros #inflação #Keynes #populismo #crescimento



