Na semana passada, participei de uma reunião virtual com um grupo bem eclético de Conselheiros Consultivos certificados, para discutir se deveríamos prestar serviços a uma empresa familiar em fase de reestruturação financeira.A discussão foi se estávamos preparados para o desafio ou deveríamos aguardar até o grupo ter elaborado um manual de procedimentos formalizado. Eu me posicionei com os que acreditam que a experiência acumulada (learning by doing), aliada ao fato de que cada caso de EF é um caso, nos habilita para o trabalho.Óbvio que uma EF necessita protocolos, ferramentas, mas acima de tudo, o bom senso é fundamental. O do professor Antônio Nogueira da Costa, resumiu isto no artigo 10 conselhos para a boa gestão de uma Empresa Familiar, que complemento com minhas opiniões:1. Separar conceitos de propriedade, governança e gestão familiar – Três círculos de Davis e Taguiri. As motivações/interesses de cada um são distintas.2. Criar estruturas de governança compatíveis com a complexidade – O custo do controle não pode ser maior do que o benefício, além de não consumir demasiado tempo do negócio principal (gerar valor/perenidade).3. Praticar gestão transparente – qualidade e abundância nas informações, reduzem risco de conflitos.4. Gerar o conceito de guardião – O(s) fundador(es) não fizeram só um negócio. Acreditaram em uma ideia. Esta ideia ou outra que a substitua tem que ser preservada. É a alma do negócio.5. Melhorar comunicação – Este é um dos poucos casos nos quais o que abunda (quantitativa e qualificativamente), não prejudica.6. Capacitar de forma continuada – Lifelong learning. Nada gera um maior e mais contínuo retorno.7. Aceitar que o conflito está sempre presente – relações familiares são como barris de pólvora: sempre podem explodir.8. Confiar nos critérios dos executivos externos – opiniões externas são importantes, mas temos que ter cuidado para o rabo não balançar o cachorro.9. Aceitar a definição de reforma institucional – mudanças são necessárias ao longo da trajetória do negócio. Cuidado com o “sempre fizemos assim”.10. Protocolo Familiar baseado em Sonho Compartilhado – Como já disse Friedman, “o negócio do negócio é o negócio”, algo que deixou de ser prioridade nestes tempos da ditadura do ESG, que é um dos fundamentos da Empresa Familiar. O negócio é mais do que gerar valor.Qual dos conselhos você julga ser o mais importante? Acrescentaria algum?#ismarbecker #carreiras #oportunidades #motivação #EmpresaFamiliar #empreendedorismo



