GOVERNANCA AGRO 0208

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Por Ismar Roberto Becker

O setor do agronegócio deu saltos gigantescos de produtividade nas últimas décadas. Quer conhecer um pouco como está a governança das empresas, que na maioria são familiares?Passei uma semana em Balsas, no Sul do Maranhão, maior produtor de grãos do estado, conversando com mais de 15 grandes players do setor. A tecnologia dos equipamentos agrícolas, da informação sobre as tendências de preços internacionais, as consequências da invasão da Ucrânia (grande produtor de grãos e insumos), são temas em todas as conversas.Já a governança e sucessão ainda são incipientes, embora a segunda geração dos desbravadores já esteja no negócio. Uma dessas conversas foi com os candidatos para suceder o fundador, que ainda não tem muitos planos de deixar o poder, embora envolva os filhos no dia a dia e na estratégia do negócio. Após ouvir as histórias deles, recomendei que lessem “O Conselheiro de Empresas” de Wanderlei Passarella, que tinha comigo para consultas de trabalho para instalar um conselho consultivo em uma empresa familiar.Um dos conselhos mais importantes do livro está no capítulo 4 – A Instalação do Conselho, onde Passarella nos ensina os desafios do conselheiro em diferentes empresas (Um sócio fundador, empresa familiar, empresa multifamiliar e empresa multi societária). Tentei mostrar aos jovens maranhenses que qualquer consultor que seja eventualmente contratado para instalar um conselho, etapa fundamental para a perenidade do negócio, terá que ter o cuidado de entender a noção de criador e criatura. Focar só na criatura (negócio), esquecendo do criador (fundador) é a receita perfeita para o fracasso do processo de governança. Citando literalmente um parágrafo do livro:“Na governança, o conselheiro mexerá no cerne da sociedade, e cuidar do criador significa entender o aspecto humano e a psicologia deste fundador. Ele tem suas emoções, suas idiossincrasias, suas urgências, seus paradigmas, modelos de visão de mundo, como se relaciona com as pessoas”.Quando li isto para eles, lembrei dos erros que cometi, quando trabalhava com meu pai, em uma empresa multi societária, na qual ele exercia o poder de um fundador. Finalmente lembrei aos jovens uma lição do mestre Renato Bernhoeft: o fundador só sai da operação se tiver outro (ou outros projetos, senão ele não larga o osso).Alguém pode nos contar uma experiência (boa ou má) de uma empresa familiar?#ismarbecker #carreiras #motivação #governança #empresafamiliar #desafios

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