A igualdade predominou 99,9% da história da humanidade. Por que isso mudou nos últimos 200 anos? O que podemos fazer para acabar com a desigualdade criada pela Revolução Industrial? As reflexões não são recomendadas para quem nega a realidade, as estatísticas e para os que seguem seitas dogmáticas, onde pensar é proibido, depois que um alemão determinou em 1867, como seria a história dali para frente. Para aqueles que querem entender a realidade da desigualdade e buscar caminhos para reduzi-la, sugiro a leitura de dois livros “O Novo Iluminismo – Em defesa da razão, da ciência e do humanismo”, de Steven Pinker; e “A Jornada da Humanidade – As origens da riqueza e da desigualdade”, de Oded Galor.Nas 688 páginas de Pinker, ele apresenta números e gráficos, que vão da expectativa de vida, passa pela riqueza até a felicidade, que comprovam que nunca tantos humanos viveram tanto e tão bem. Esse processo começou com o Iluminismo e explodiu com a Revolução Industrial.Já Galor, em pouco mais de 300 páginas, conta história de 300.000 anos do Homo Sapiens, que nos primeiros 299.800 anos foi um paraíso da igualdade. Todos viviam uns 30 a 40 anos, em um regime de subsistência, 50% das crianças morriam antes dos 5 anos e 20% nas mães morriam no parto. Tudo indica que este deve o paraíso da igualdade que os profetas neomarxistas do Pós-Capitalismo, como Jason Hicker, querem atingir com o decrescimento para evitar o aquecimento global. O que Galor mostra é que conseguimos escapar da armadilha da pobreza, a partir da Revolução Industrial, com o aumento da produção/produtividade, especialização das funções, incentivo para educação e inovação, redução da taxa de natalidade, mudanças nas estruturas políticas (propriedade privada, democracia). Foi isso que provocou a melhoria exponencial na vida de mais de 90% dos habitantes do planeta. A consequência negativa foi o aumento da desigualdade, mais os menos privilegiados de hoje, vivem melhor do que 90% da população até 1.800. Um laboratório onde podemos avaliar as consequências das diferentes estruturas políticas é a península da Coreia. A partir de 1954, quando foi dividida no paralelo 38, os sul-coreanos são 24 vezes mais ricos e vivem 11 anos a mais do que seus irmãos norte-coreanos, mesmo vivendo no mesmo ambiente geográfico, cultural e étnico. Para concluir, Pinker coloca no final do livro: “Nunca teremos um mundo perfeito e seria perigoso procurar um. Mas não há limites para as melhorias que podemos alcançar se continuarmos a aplicar o conhecimento para aprimorar o desenvolvimento humano”.Qual a alternativa você prefere: voltar a igualdade da miséria, da Coreia do Norte, ou continuar buscando melhoria das condições de vida da grande maioria da humanidade, como na Coreia do Sul? #ismarbecker #economia #desigualdade #oportunidades



