START UP UTFPR revGP 2006

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Por Ismar Roberto Becker

Muitas universidades brasileiras estão desconectadas da realidade econômica do país, além de catequizar, e não educar os alunos, nas suas cartilhas ideológicas. Quer me acompanhar em uma visita a uma exceção à regra?Talvez pela influência lusitana, que privilegiava as ciências sociais, a maioria das nossas universidades prefere a ciência pura, em detrimento da aplicada. Muitas dissertações de mestrado ou teses de doutorado são brilhantes sobre o ronronar dos gatos siameses com um olho de cada cor, o dano ambiental do suco gástrico dos bodes do sertão nordestino ou invalidade da distribuição dos padrões éticos na curva de Gauss para partido do governo.Um outro caso comum é a privatização do lucro e a socialização do prejuízo dos projetos financiados com nossos impostos. Um amigo meu (sic!), que fez doutorado na Alemanha e na Rússia, já que achou o Instituto Max Planck muito liberal, foi um exemplo. Ficou milionário desse jeito, entrando no clube dos esquerdistas caviar.Felizmente existem muitas exceções a esta regra. Na semana passada, fui conferir uma de perto, em uma visita na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Curitiba, na sede Ecoville, a convite do professor doutor Giuseppe Pintaude, chefe do Departamento de Apoio a Projetos Tecnológicos.  No seu perfil do LinkedIn, ele deixa claro que “Acredita que uma interação de qualidade entre universidade e indústria nas áreas de engenharias é a mola propulsora para o desenvolvimento do País!”Antes de comentar o ponto alto da visita, um alerta para quem eventualmente venha a conversar com o professor Giuseppe sobre sua especialidade. Não adianta, como eu pensei em fazer, discutir o Marco Temporal das Terras das Tribos Indígenas, porque a Tribologia, na qual ele é doutor, é a ciência que estuda o atrito entre as superfícies. Ainda bem que consultei a Wikipédia antes.O ponto alto da visita foi no laboratório de startups, onde conheci o Ian Cavalcante, CEO da Neosilos, e o Daniel Victor Ruiz, pesquisador-bolsista. Eles estão desenvolvendo uma classificadora de grãos, já em testes de campo, para selecionar grãos de cereais. O equipamento, para ser usado diretamente nos campos de plantio, vai agilizar, baratear e dar mais precisão no processo. O próximo passo da Neosilos é produzir o equipamento em série, através de uma chamada de capital.Quem conhece algum “case prático” de academia, que cria valor para o Brasil?#ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #startup #tecnologia #business

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