MATRIZ FORMACAO SUCESSOR 0305

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Por Ismar Roberto Becker

A maioria da Empresas Familiares não chega a segunda geração. Quer conhecer um pouco da minha história em uma delas? Nos dois últimos dois meses participei de dois seminários de Famílias Empresárias, um de Mulheres Empresárias em Movimento, e, involuntariamente, jantei ao lado de um pai e filho discutindo a sucessão do restaurante. Nas quatro ocasiões tive oportunidade de relembrar minha carreira em uma empresa familiar e conhecer casos de sucesso e fracasso (estes mais do que aqueles) no processo de sucessão. Talvez por ter postado reflexões sobre este assunto, tive o prazer de encontrar o Jose Luiz de Matos, de quem recebi o livro “Famílias Empresarias – Consolidando Boas Práticas” da Francis Valdivia de Matos, da Mesa Corporate Governance. Em um texto de agradável leitura, mas com muito conteúdo, a autora combina modelos teóricos da gestão de uma empresa familiar, com exemplos do dia a dia delas, acompanhados de propostas de ações. Em uma leitura dinâmica das 135 paginas do livro, o que mais me chamou a atenção foi a Matriz das Fases de Formação do Sucessor, do professor J. Ward, do IMD, que classifica em um eixo os interesses das Relações com a Família ; Proprietário/Sócios ; Gerencia e Pessoa; com as fases de Fazer, Orienta a Fazer, Deixar Fazer. Apliquei a matriz a minha trajetória de quase 20 anos na Oxford Porcelanas, até a decisão de sair para preservar a relação familiar. Quer ver onde acertei e onde errei?ACERTOSAproveitei um desafio enorme (internacionalização de empresa), que meu pai me delegou, para melhorar a relação pai-filho, me afirmar profissionalmente e conquistar uma liderança pessoal na empresa. Nesta fase a empresa passou a exportar para mais de 90 países, que absorviam uns 60% da produção. Passamos a ser um player respeitado mundialmente. Minha relação com meu chefe/pai era espetacular, até porque não competíamos. Eu tinha um reino separado, mais ou menos como Dom Pedro I e Dom Joao VI.ERROS Antecipei as consequências da abertura de mercado (Collor – 1990) pela que aprendi na pratica, nos dois anos que estive na Oxford Irlanda, e na teoria, no PGA da Fundacao Dom Cabral e do Insead, em 1992. Não tive competência de convencer meu pai e seus sócios, da necessidade de ajustes em um modelo muito bem-sucedido. Passei quatro anos pulando de fases de luta pelo poder e depressão, que culminaram com minha saída. Se você é candidato a sucessor, já avaliou como vai passar da relação de “pai-filho”, passando pela de “adulto-adulto”, ate chegar a de “filho-pai”?Se você atua em uma empresa familiar, acredita que a passagem do bastão, pode ocorrer? #ismarbecker #oportunidades #carreira #motivacao #sucessao #empreendedorismo #Familybusiness

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