O mundo da gestão dos negócios tem seus modismos, que dominam a agenda dos gestores. Quer conhecer uma que pode prejudicar, ou até acabar, com um negócio.Desde que Frederick Taylor publicou “Os Princípios da Administração Científica” em 1911, centenas (ou milhares) de teorias, que geralmente refletiam o que alguém já fazia, apareceram para ensinar gestores a fazer uma coisa óbvia: atender uma NECESSIDADE real ou imaginária do cliente, ganhando DINHEIRO no processo. Como disse Milton Friedman, em 1970, no seu famoso (e criticado) artigo “A responsabilidade de uma empresa é aumentar os lucros”: O negócio do negócio é o negócio (leia-se lucros). Fui quase massacrado quando defendi essa tese, em uma aula na Harvard Business School, em 2014. Hoje, seguramente, seria crucificado ou enviado para um Gulag capitalista (sic!) no Alaska, pois impera o zen-fascismo do Woke Capitalism ou Stakeholder Capitalism, cuja face mais simpática é conhecida pela sigla ESG.Alerta aos leitores que se atreveram a chegar até aqui: não sou contra a Ecologia, o Social e a Governança. Denuncio o uso e abuso de pautas necessárias e justas, para que algumas grandes empresas usem radicais de esquerda, para parecer bons samaritanos, quando na verdade só estão maximizando, de forma imoral, seus lucros. Poucos sabem, ou não divulgam, que Friedman não disse que o lucro deveria ser buscado a qualquer preço, mas que sem ele, nenhum negócio sobrevive. O ESG virou um culto ideológico: você aceita tudo sem questionar, ou é cancelado (excluído) do sistema. Esse era um dos pilares do Fascismo de Hitler, Mussolini, Stalin e Mao. Os profetas da seita são as universidades e os intelectuais (sic!) da esquerda caviar. Os pregadores, muitos ingenuamente, são os consultores do ESG. O resultado é que ao invés do cachorro (geração de valor) balançar o rabo (stakeholders), ocorre o contrário. O vergonhoso golpe das Lojas Americanas é um bom exemplo do resultado dessa inversão de valores. Já faz algum tempo, que queria provocar esta discussão, mas fiquei com medo de ser massacrado pelos zenfascistas ou pelos ingênuos. Quem me deu coragem para não me dobrar às militâncias xiitas foi a jornalista Madeleine Lacsk. Ela fez um depoimento em tom de desabafo no Fórum da Liberdade, na semana passada, em Porto Alegre. Para todos os que são ideologicamente patrulhados pelo exagero do modismo ESG, recomendo como leitura obrigatória seu livro “Cancelando o Cancelamento – Como o identitarismo da militância tabajara ameaça à democracia”.Você já sofreu com o identitarismo por defender suas opiniões na sociedade, na política ou nos negócios? #ismarbecker #oportunidades #motivacao #carreiras #identidarismo #conflito #ideologia #ESG



