NOVA CRISE MUNDIALQuando a maré baixa, vemos quem está nadando nu. A maré mundial baixou rapidamente, será que o Brasil estava nadando sem roupa? Uma crise não acontece de uma hora para outra. Uma sucessão de fatores externos, combinados com erros de gestão provocam fatos que servem como fagulhas para deflagrar um incêndio. O ponto de ignição da crise de 2008, que o então presidente chamou de marolinha, foi a quebra do Lehmann Brothers. Desde a falência, nos EUA, do Silicon Valley Bank, seguida pelo Signature Bank, o “balança, mas não cai” (até agora) do Credit Suisse, está deixando todos de cabelo em pé. Será que após a Covid, a guerra na Rússia, teremos outra crise econômica global? Antes de responder vamos ver porque estamos nesta situação. Os ingredientes da quebra desses bancos foram os seguintes:1) Para combater a crise de 2008, e evitar uma deflação, as maiores economias baixaram e mantiveram os juros muito baixos, ou até negativos, por muito tempo. Além disso, inundaram o mercado de liquidez, com compras de títulos dos governos e até de empresas, através do chamado “Quantitative Easing”. Isto levou países, empresas e pessoas físicas a se endividarem excessivamente. Negócios sem viabilidade conseguiram uma sobrevida, tornando-se os chamados zumbis.2) O capital não pode ficar parado, sem render nada. Com juros muito baixos, os investidores tiveram que aceitar entrar em negócios de risco. Investiram em Start ups; participaram de fundos de Private Equity, para comprar empresas e em criptomoedas.3) Para não deixar a economia parar, os Bancos Centrais mundiais inundaram o mercado de liquidez, que em um primeiro momento, alavancou o consumo, provocando uma corrida para compra de insumos, em uma “supply chain” que rompida pela paralisação do frete marítimo.4) Excesso de dinheiro na mão do consumidor, somado que falta de mercadorias, condimentadas com juros negativos, é o caldo de cultura da inflação. Não demorou muito para o monstro da inflação explodisse, até nos países desenvolvidos, chegando a níveis nunca vistos desde o início dos anos 80. 5) Embora nosso presidente, junto da maioria do seu partido – Erdogan na Turquia e os peronistas na Argentina não aceitem o remédio para combater a inflação, que sempre é paga pelos pobres, é o aumento da taxa de juros.6) Como todo remédio, juros altos têm efeitos colaterais, principalmente quando o aumento é rápido, com taxas altas. Quem dependia dos juros baixos para manter seu modelo de negócios, como os populistas no mundo afora e empresas mal ermidas, foi pego nadando pelado, como já disse Warren Buffet. E agora José? Teremos uma nova crise sistêmica, com uma quebradeira de bancos, com restrição do crédito? A resposta, até agora, pelo tamanho dos bancos, a garantia dos depósitos, e a intervenção do Banco Central Suíço. Você já avaliou como a baixa da maré vai te afetar se estiver nadando pelado? #ismarbecker #financas #inflacao #crise #economia



