A única diferença inquestionável entre o capitalismo e o socialismo marxista é a possibilidade crítica. Um permite, o outro não. Como sou capitalista e liberal, vou criticar o capitalismo. Quer saber por quê?O capitalismo do início da Revolução Industrial, que inspirou Karl Marx nas suas obras, não existe mais. Jornadas de trabalho absurdas, trabalho infantil, ambientes de trabalho insalubre foram eliminados.Direitos como férias, 13º salário, licença-maternidade, sindicatos, entre outros foram introduzidos. Estas mudanças foram resultado de greves, negociações, mas também por iniciativa dos empregadores capitalistas. Nos países da defunta Cortina de Ferro, qualquer manifestação era suprimida por ferro e fogo, prisões, exílio, e até morte (vide Praça da Paz Celestial, na China).A liberdade, que nós liberais defendemos, tem o custo dos abusos dos que usam as eleições democráticas para chegar ao poder e acabar com o sistema. Os exemplos mais recentes foram Hugo Chávez, na Venezuela, e Viktor Orban, da Hungria, que inventou a democracia iliberal (sic!). Mesmo assim, a liberdade do capitalismo vale a pena, desde que estejamos atentos para denunciar os abusos. A bola da vez é o que alguns chamam de Woke Capitalism (Acorda Capitalismo, em tradução literal) ou Stakeholder Capitalism (Capitalismo de acionistas).Com profundos, justos e honestos fundamentos, que visam tornar o capitalismo mais socialmente justo (como vem acontecendo desde a Revolução Industrial), este movimento começou na crise de 2008.Em seguida, veio o movimento Occupy Wall Street, e o “Black Lives Matter”. Até aí, víamos movimentos que deveriam fazer o capitalismo evoluir, mas uma improvável união de grandes empresas, inicialmente nos EUA, com progressistas radicais (eufemismo para esquerdistas utópicos, com o perdão do pleonasmo vicioso), e espertalhões em busca de dinheiro fácil, estão aproveitando, cada um com seus objetivos, empurrar causas racistas, homofóbicas, sexistas, de toxicidade corporativa, ambientais, entre outras, nas empresas e na sociedade. Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço, é a frase que resume bem o que os três atores (algumas megacorporações, alguns esquerdistas, muitos aproveitadores) estão fazendo com o famoso ESG. Levam uma causa justa à extremos, provocando reações contrárias, que acabam atrapalhando a causa. Antes que comece a malhação do Judas que vos escreve, recomendo fazer algumas buscas no Google, YouTube ou TedTalks, sobre o assunto. Recomendo alguns nomes: Michael Rectenwald, Vivek Ramaswamy, absolutamente incrível, Nial Ferguson, Ian Bremmer e a brilhante feminista somaliana/holandesa Ayaan Hirsi Ali, que compara a ditadura do Woke Capitalist, com os radicais Islâmicos, religião na qual ele foi criada. Com o perdão do trocadilho, você já tinha acordado do verdadeiro cavalo de Tróia que é o Woke e Shareholder Capitalism?#ismarbecker #capitalismo #socialismo #politica #democracia #Wokeness #BlackLivesMatter



