Brasil 2026: uma “Ideotocracia” movida somente pela manutenção do poder usando todas as ferramentas da “magieconomia”. Este é o Brasil de 2025. Quer conhecer os cenários para 2027?
Os números deste (des) governo lembram que causaram a segunda maior recessão do mundo, a maior inflação e desemprego do século no Brasil, fruto da Nova Matriz Econômica. Quem nega a matemática pode pular. São os números do fim do caos da Ensacadora de Vento e dos últimos 12 meses.
Déficit Nominal x % PIB – 9% x 7,12%. Juros da Dívida Pública x % PIB – 7% x 6,81%. Dívida Pública – 78% x 77,55%. Transações Correntes – 4,5% x 3,5%. A combinação gerou os primeiros déficits gêmeos (fiscal e transações correntes) desde 2013.
Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes, já disse Einstein. Pensando na reeleição, medidas como Vale Gás e energia gratuita engordaram o déficit, já enorme com Bolsa Família e Pé de Meia. Como as necessidades são infinitas, estuda-se transporte público gratuito. Não consigo prever a próxima medida nem calcular o rombo, mas ela virá.
Na semana passada, me assustei ao ver o Market Makers entrevistando Zé Dirceu. Pensei que Thiago Salomão tivesse virado a casaca, mas logo entendi que seguia os ensinamentos de Sun Tzu:
“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória sofrerá também uma derrota. Se não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”
Sem pudor, o entrevistado defendeu maior integração da política fiscal e monetária para gerar emprego e renda sem perder o controle de preços. Tradução: baixar os juros na marra. É o ponto que falta para uma Novíssima Econômica. Espero que Salomão tenha ganho adicional de insalubridade.
Excluí o purgatório do título, pois não há espaço político nem vontade de frear o carro rumo ao muro. Até 2026, haverá festival de gastança dentro e fora do orçamento. Com os juros, sendo otimista, caindo para 13%, o rombo fiscal aumenta.
Depois das eleições, temos dois cenários.
Céu: a vitória de um moderado de oposição trará otimismo à economia. O dólar cai, a taxa de juros futura cai, o BC acelera a Selic, a Bolsa explode, os investimentos estrangeiros voltam. Como no governo Temer, os adultos entram na sala para trazer racionalidade econômica.
Inferno: em coerência com a cor do partido, vão dobrar a meta populista, quebrando o Estado em 2027. Uma ministra do (des) governo já disse isto. Embora a história não se repita, povo na rua e Congresso controlado pela direita é meio caminho para um novo impeachment.
Em que cenário você aposta?
Fonte: “Déficits gêmeos expõem desequilíbrio de Lula 3 e o aproximam de Dilma” – Folha de São Paulo – 14/09; “Painel BM&C – Roberto Dumas, Bruno Musa e Alex André”; “O Plano do pt para Derrotar a Direita em 2026” – Market Makers #257.
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